Ao analisar uma aplicação web, um auditor verificou que ela estava vulnerável a um ataque conhecido como SSRF, uma das vulnerabilidades Top Ten 2021 do OWASP. Caso um invasor consiga explorar tal vulnerabilidade, ele poderá
- A)ler os conteúdos dos cookies que um navegador armazenou relativos a um dado domínio.
Errada, porque ler cookies do navegador é tema ligado a acesso indevido no cliente ou sequestro de sessão, não a SSRF.
- B)executar scripts no navegador da vítima, podendo inclusive realizar um sequestro de sessão do usuário.
Errada, porque execução de scripts no navegador da vítima caracteriza XSS, e não SSRF.
- C)injetar dados maliciosos no banco de dados da aplicação.
Errada, porque injetar dados maliciosos no banco de dados é típico de SQL Injection.
- D)realizar requisições não autorizadas a outras localidades por meio do lado servidor dessa aplicação web vulnerável.
Certa, porque SSRF permite que o invasor faça a aplicação servidor enviar requisições para destinos não autorizados.
- E)realizar uma desfiguração em qualquer página da aplicação web vulnerável.
Errada, porque desfiguração de página é defacement, que é outro tipo de ataque e não a essência do SSRF.
Gabarito: D
SSRF significa Server-Side Request Forgery, ou seja, uma falsificação de requisição feita pelo lado do servidor. Em vez de o ataque mirar diretamente o navegador da vítima, o invasor convence a aplicação web a fazer uma requisição em nome dela. Parece detalhe, mas é aí que mora o perigo: o servidor costuma ter acesso a redes, sistemas e endereços que o usuário comum não alcança. Na prática, isso permite que a aplicação consulte recursos internos, serviços de infraestrutura ou URLs externas escolhidas pelo atacante. Por isso, SSRF aparece no OWASP Top 10 2021: ele pode virar porta de entrada para reconhecimento de rede, acesso a metadados em nuvem, leitura de serviços internos e até movimentação lateral em ambientes mal protegidos. O gabarito é a letra D porque descreve exatamente o efeito clássico do SSRF: realizar requisições não autorizadas a outras localidades por meio do lado servidor da aplicação vulnerável. Em outras palavras, o servidor vira o "mensageiro obediente" do invasor, fazendo pedidos que não deveria fazer. As outras alternativas falam de outros ataques bem diferentes: roubo de cookie, XSS, SQL Injection e defacement. Então, se aparecer uma questão com SSRF, pense sempre em "requisição feita pelo servidor para onde o atacante quiser", e não em script no navegador ou alteração de banco.