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Segurança da Informação · FGV · 2022

Questão comentada de Segurança da Informação

Ana precisa enviar a mensagem M para Bráulio de forma sigilosa pela rede do Tribunal de Justiça atendendo aos requisitos de segurança: autenticidade, não repúdio, integridade e confidencialidade. Para isso, Ana deve enviar uma chave secreta K para Bráulio e gerar uma assinatura digital AD(M). Considerando que a chave K deve ser conhecida apenas por Ana e Bráulio, após esse processo deve-se cifrar K e AD(M) com a chave:

Gabarito: D

Aqui a ideia é combinar dois mecanismos clássicos. A assinatura digital AD(M) serve para dar autenticidade, integridade e não repúdio, enquanto a chave secreta K pode ser usada para cifrar a mensagem de forma rápida, porque criptografia simétrica costuma ser bem mais eficiente que a assimétrica. Mas tem um detalhe importante: se Ana criou K e quer que só Bráulio a conheça, ela não pode simplesmente mandar essa chave “solta” na rede. O jeito correto é cifrar K com a chave pública de Bráulio, porque só a chave privada correspondente, que está com ele, consegue abrir. Isso é a lógica do par público/privado: o que entra por uma, sai só pela outra. A mesma lógica vale para o envio de K e de AD(M) no enunciado. Como o objetivo é manter confidencialidade no tráfego entre Ana e Bráulio, o conteúdo deve ser protegido de modo que apenas Bráulio consiga ler. Por isso, a alternativa correta é a pública de Bráulio. Se quiser uma imagem mental: Ana “fecha o cadeado” com a chave pública de Bráulio, e só Bráulio tem a chave para abrir. Esse é um padrão clássico em provas de segurança da informação e bate com a doutrina de criptografia de chave pública: o destinatário usa sua chave privada para decifrar o que foi cifrado com sua chave pública.

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