Ana precisa enviar a mensagem M para Bráulio de forma sigilosa pela rede do Tribunal de Justiça atendendo aos requisitos de segurança: autenticidade, não repúdio, integridade e confidencialidade. Para isso, Ana deve enviar uma chave secreta K para Bráulio e gerar uma assinatura digital AD(M). Considerando que a chave K deve ser conhecida apenas por Ana e Bráulio, após esse processo deve-se cifrar K e AD(M) com a chave:
- A)privada de Bráulio;
Errada: a chave privada de Bráulio não é usada para cifrar dados enviados a ele, e sim para decifrar o que foi protegido com a chave pública correspondente.
- B)privada de Ana;
Errada: a chave privada de Ana até pode ser ligada à assinatura digital, mas não é a chave adequada para garantir sigilo do envio de K e AD(M).
- C)pública de Ana;
Errada: a chave pública de Ana serviria para verificar assinatura dela, não para proteger o conteúdo de modo que só Bráulio consiga abrir.
- D)pública de Bráulio;
Certa: cifrar com a chave pública de Bráulio permite que apenas a chave privada dele recupere K e AD(M), preservando confidencialidade.
- E)secreta de Ana.
Errada: a chave secreta de Ana não é a solução para transmitir algo com segurança a Bráulio, porque ele não teria como decifrar sozinho o que foi enviado.
Gabarito: D
Aqui a ideia é combinar dois mecanismos clássicos. A assinatura digital AD(M) serve para dar autenticidade, integridade e não repúdio, enquanto a chave secreta K pode ser usada para cifrar a mensagem de forma rápida, porque criptografia simétrica costuma ser bem mais eficiente que a assimétrica. Mas tem um detalhe importante: se Ana criou K e quer que só Bráulio a conheça, ela não pode simplesmente mandar essa chave “solta” na rede. O jeito correto é cifrar K com a chave pública de Bráulio, porque só a chave privada correspondente, que está com ele, consegue abrir. Isso é a lógica do par público/privado: o que entra por uma, sai só pela outra. A mesma lógica vale para o envio de K e de AD(M) no enunciado. Como o objetivo é manter confidencialidade no tráfego entre Ana e Bráulio, o conteúdo deve ser protegido de modo que apenas Bráulio consiga ler. Por isso, a alternativa correta é a pública de Bráulio. Se quiser uma imagem mental: Ana “fecha o cadeado” com a chave pública de Bráulio, e só Bráulio tem a chave para abrir. Esse é um padrão clássico em provas de segurança da informação e bate com a doutrina de criptografia de chave pública: o destinatário usa sua chave privada para decifrar o que foi cifrado com sua chave pública.