Leia o fragmento a seguir. “X.509 é um padrão importante porque a estrutura de certificado e os protocolos de autenticação definidos nele são usados em diversos contextos. O núcleo do esquema X.509 é o certificado de _________ associado a cada usuário. Esses certificados do usuário são considerados como sendo criados por alguma _________ confiável e colocados no diretório pela CA ou pelo usuário. O próprio ________ não é responsável pela criação das chaves públicas ou pela função de certificação; ele simplesmente oferece um local de fácil acesso para os usuários obterem certificados”. Assinale a opção cujos itens completem corretamente as lacunas do fragmento acima.
- A)confiabilidade – instituição – usuário.
Errada, porque X.509 não trata de certificado de “confiabilidade”, e sim de certificado de chave pública emitido por autoridade confiável.
- B)segurança cibernética – empresa – servidor de segurança.
Errada, pois mistura conceitos genéricos e não corresponde à estrutura nem aos papéis definidos no X.509.
- C)transparência digital – autoridade certificadora – administrador.
Errada, porque “transparência digital” e “administrador” não são os termos técnicos corretos do modelo X.509.
- D)chave privada – autarquia – servidor de autenticação.
Errada, já que o certificado não é de chave privada, e o emissor é uma autoridade certificadora, não uma autarquia nem um servidor de autenticação.
- E)chave pública – autoridade certificadora – servidor de diretório.
Certa, pois o X.509 usa certificado de chave pública, emitido por autoridade certificadora, e disponibilizado em servidor de diretório.
Gabarito: E
O padrão X.509 é a espinha dorsal dos certificados digitais em muitos sistemas de segurança. A ideia central é simples: um certificado liga uma chave pública a uma identidade, permitindo que terceiros confiem em quem está do outro lado da conexão. Por isso, quando o texto fala no “núcleo do esquema X.509”, ele está apontando justamente para o certificado de chave pública associado a cada usuário. Esses certificados são emitidos por uma Autoridade Certificadora (AC), que é a entidade confiável responsável por validar a identidade e assinar o certificado. Na prática, a AC faz o papel de “carimbo de confiança”. Ela verifica os dados do titular, emite o certificado e garante a integridade dessa associação entre pessoa, organização e chave pública. Isso é bem alinhado com a lógica da ICP-Brasil e com a doutrina clássica de certificação digital: a AC não cria a chave do nada para você, mas certifica que aquela chave pública pertence mesmo àquele titular. A terceira lacuna também é clássica: o servidor de diretório. Ele não cria chaves nem certifica ninguém, apenas armazena e disponibiliza os certificados para consulta fácil pelos usuários e sistemas. É como uma estante organizada: ele não escreve os livros, só deixa tudo acessível. Então a combinação correta é “chave pública - autoridade certificadora - servidor de diretório”. Em resumo, a questão cobra a arquitetura básica do X.509: certificado de chave pública, emissão por autoridade confiável e publicação em diretório. Se você lembrar dessa tríade, fica difícil a banca te pegar no susto.