Um plano consistente de continuidade de negócios deve possuir índices RTO e RPO bem dimensionados. Um plano que estabelece uma meta RTO de 24 horas e um RPO de 5 horas significaria que:
- A)é aceitável um sistema ficar indisponível por até 24 horas depois de um desastre, seja natural ou ocasionado por erro humano;
Correta, porque descreve o RTO de 24 horas como o tempo máximo aceitável de indisponibilidade após um desastre.
- B)as operações devem retornar à normalidade em até 5 horas após a identificação de um desastre, sem perder nenhuma transação de negócio;
Errada, porque mistura RTO com RPO e ainda inverte os valores, falando em 5 horas para retorno e zero perda de transações.
- C)uma perda de até as últimas 24 horas de transações de negócios seria tolerável;
Errada, porque 24 horas de perda de transações se refere ao RPO, mas o enunciado diz RPO de 5 horas.
- D)é esperado perder mais de 5 horas de transações de negócios diante de um desastre natural;
Errada, porque o RPO é de 5 horas, então não é esperado perder mais de 5 horas de transações.
- E)as operações devem retornar à normalidade em até 5 horas quando as falhas são provocadas por erro humano, e em até 24 horas quando decorrentes de desastres naturais.
Errada, porque RTO e RPO não variam conforme a causa do desastre; os prazos são metas de recuperação do negócio, não por tipo de falha.
Gabarito: A
Em continuidade de negócios, dois indicadores mandam no jogo: RTO e RPO. O RTO (Recovery Time Objective) é o tempo máximo aceitável para o serviço voltar a funcionar depois de uma interrupção. Já o RPO (Recovery Point Objective) é o limite de perda de dados aceito, ou seja, até que ponto no tempo você pode voltar sem comprometer demais o negócio. Neste enunciado, uma meta de RTO de 24 horas significa que o sistema pode ficar fora do ar por até 24 horas e ainda estar dentro do planejado. Já um RPO de 5 horas quer dizer que, no pior cenário, pode haver perda de até 5 horas de transações ou dados. Em outras palavras: o foco do RTO é o tempo de indisponibilidade, e o do RPO é a quantidade de informação perdida. Por isso, a alternativa A está correta: ela traduz exatamente o RTO de 24 horas, dizendo que é aceitável o sistema ficar indisponível por até 24 horas após um desastre, seja ele natural ou por erro humano. A banca quer ver se você não confunde RTO com RPO, porque esse é o clássico tropeço de prova. Como regra prática, pense assim: RTO responde "em quanto tempo volta?" e RPO responde "quanto posso perder?". Se você guardar essa dupla na cabeça, metade das pegadinhas de continuidade de negócios perde a graça.