Uma técnica de criptografia largamente empregada para garantir segurança em transações digitais, que utiliza uma chave pública para ciframento de dados e uma outra chave privada para deciframento desses dados previamente cifrados, é:
- A)DES;
DES é um algoritmo de criptografia simétrica, com a mesma chave para cifrar e decifrar, então não corresponde ao enunciado.
- B)AES;
AES também é criptografia simétrica, muito usada para proteção de dados, mas não usa par de chaves pública e privada.
- C)RSA;
RSA é criptografia assimétrica, usando chave pública para cifrar e chave privada para decifrar, exatamente como descreve a questão.
- D)SHA;
SHA é uma função de hash, usada para integridade e resumo criptográfico, e não para ciframento e deciframento.
- E)MD5.
MD5 também é função de hash, não um algoritmo de criptografia para confidencialidade, além de ser considerado fraco para usos de segurança.
Gabarito: C
Quando a questão fala em usar uma chave pública para cifrar e uma chave privada para decifrar, ela está descrevendo criptografia assimétrica. Esse modelo é muito usado em transações digitais porque permite trocar informações com mais segurança, sem precisar combinar uma única chave secreta antes. Além disso, ele resolve um problema clássico: como enviar a chave sem alguém no meio interceptar. Bem mais elegante do que ficar escondendo senha embaixo do teclado, não é? No universo da criptografia, isso é exatamente o que o RSA faz. Ele usa um par de chaves matematicamente relacionadas: uma pública, que pode ser divulgada para cifrar, e uma privada, que fica sob guarda do destinatário para decifrar. Por isso o gabarito é a letra C. Em provas, o nome RSA quase sempre aparece como o exemplo clássico de criptografia de chave pública. Já DES e AES são algoritmos simétricos, ou seja, usam a mesma chave para cifrar e decifrar. Então eles não servem para o enunciado, que pede duas chaves diferentes. A lógica é bem direta: se tem chave pública e chave privada, pense em criptografia assimétrica. SHA e MD5 não são algoritmos de ciframento, mas funções de hash. Elas servem para gerar resumo criptográfico, integridade e verificação de dados, e não para transformar texto cifrado em texto original. Ou seja, a banca misturou conceitos de propósito para ver se você reconhece a família certa.