No contexto da segurança da informação, a integridade dos dados pode ser verificada a partir das funções criptográficas de hash. Sobre a função de hash SHA-3, é correto afirmar que é uma função
- A)bijetora.
Errada, porque uma função de hash não é bijetora: não há correspondência perfeita de ida e volta entre entradas e saídas.
- B)monótona.
Errada, porque monotonicidade é conceito de funções ordenadas em matemática, sem relação com a propriedade esperada de uma hash criptográfica.
- C)injetora.
Errada, porque hash não é injetora: entradas diferentes podem gerar a mesma saída, o que é chamado de colisão.
- D)determinística.
Certa, porque a mesma entrada sempre produz a mesma saída, permitindo a verificação de integridade.
- E)recursiva.
Errada, porque recursividade não é uma característica de funções de hash criptográficas como a SHA-3.
Gabarito: D
Funções de hash servem para gerar uma "impressão digital" do dado. Você pega uma mensagem, aplica a função e obtém um resumo de tamanho fixo. Se mudar um único caractere na entrada, o resultado costuma mudar bastante, o que ajuda a verificar integridade. Pense na hash como um detector de alteração, não como um sistema de "codificar e decodificar". A SHA-3 é uma função criptográfica de hash padronizada pelo NIST e foi criada para ser resistente a colisões, pré-imagem e segunda pré-imagem. Isso significa que ela não é feita para ser bijetora ou injetora, porque várias entradas diferentes podem, em tese, levar ao mesmo resumo, ainda que isso seja extremamente difícil na prática. Também não é monótona nem recursiva, porque essas características não definem o comportamento de uma hash criptográfica. O ponto-chave da questão é que a hash é determinística: para a mesma entrada, você sempre obtém a mesma saída. Isso é essencial para conferir integridade, pois o emissor e o receptor calculam a hash do mesmo arquivo e comparam os resultados. Se der diferente, alguém mexeu no dado no caminho. Então, o gabarito é a letra D. Em criptografia, determinismo aqui não é defeito; é exatamente a qualidade que permite a verificação consistente do conteúdo.