Programas maliciosos ou malwaressão programas projetados para causar danos ou usar todos os recursos do computadoralvo. Esses programas podem se esconder dentro ou se disfarçar de um programa legítimo. Em alguns casos, podem se espalhar para outros computadores via e-mail ou discos infectados. (STALLINGS, 2016, p. 385.) Sobre a termologia de programas maliciosos, analise as afirmativas a seguir. ( ) Keyloggers: capturam as teclas digitadas em um sistema comprometido. ( ) Spyware: integram publicidade em um determinado programa, gerando anúncios pop-ups ou redirecionando o navegador para um site comercial. ( ) Vírus: é um programa malicioso que, ao ser executado, tenta se replicar em outro código executável. Quando o código infectado é executado, o vírus também executa. ( ) Rootkit: são quaisquer mecanismos que driblam uma verificação de segurança normal; podem permitir o acesso não autorizado a funcionalidades do sistema. ( ) Worm: é um programa malicioso que pode ser executado de maneira independente e propagar uma versão funcional completa de si mesmo para outros hospedeiros em uma rede. A sequência está correta em
- A)V, F, V, F, V.
Correta: a sequência V, F, V, F, V bate com as definições clássicas de keylogger, adware/spyware, vírus, rootkit e worm.
- B)F, V, F, V, F.
Errada: inverte várias definições essenciais, como a de keylogger, vírus e worm.
- C)V, V, V, V, V.
Errada: trata todas as afirmações como verdadeiras, mas a 2ª e a 4ª estão incorretas.
- D)F, F, F, F, F.
Errada: considera todas as afirmações falsas, o que não corresponde às definições corretas de keylogger, vírus e worm.
Gabarito: A
Quando a questão fala em malware, o segredo é separar bem o papel de cada praga digital. Keylogger é o “espião do teclado”: ele captura as teclas digitadas pela vítima, muito usado para roubo de senhas e dados sensíveis. Já vírus precisa de um hospedeiro, ou seja, ele se prende a outro código executável e só se espalha quando esse código é executado. O worm, por sua vez, é mais independente: ele se replica sozinho pela rede, sem depender de um arquivo hospedeiro, o que o torna bem agressivo na disseminação. A banca também adora confundir spyware com adware. Spyware é software espião, voltado a monitorar a atividade do usuário e coletar informações sem consentimento. Quem integra publicidade, gera pop-ups e redireciona navegador é o adware, não o spyware. Essa troca é clássica em prova e derruba muita gente. Outro ponto importante é o rootkit. Ele não é “qualquer mecanismo” que burla segurança, mas um conjunto de técnicas e ferramentas para esconder a presença do invasor e manter acesso privilegiado, muitas vezes camuflando arquivos, processos e conexões. Então, se a definição vier ampla demais ou trocando a ideia de ocultação por uma noção genérica de acesso, desconfie. Por isso, o gabarito A faz sentido: a 1ª, a 3ª e a 5ª afirmações estão corretas, enquanto a 2ª erra ao trocar spyware por adware e a 4ª fica inadequada ao definir rootkit de forma imprecisa.