A primeira etapa na criação de uma estratégia de backup consiste em determinar os objetivos do tempo de recuperação (Recovery Time Objective – RTO) e os objetivos do ponto de recuperação (Recovery Point Objective – RPO) para cada fonte de dados e serviços. Em relação às estratégias de backup e recuperação de dados, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)RTO e RPO são métricas que podem ajudar a calcular com que frequência executar e restaurar backups.
Certa, porque RTO e RPO realmente orientam a frequência dos backups e o desenho da recuperação.
- B)Outros fatores além do RTO e RPO como escalabilidade, segurança de dados e distância física não influenciam na escolha da tecnologia de backup e restauração a ser empregada.
Errada, porque escalabilidade, segurança e distância física também influenciam diretamente a escolha da tecnologia de backup e restauração.
- C)RTO é a quantidade de tempo máximo aceitável sem acesso e recuperação de dados ou serviço, ou seja, é a janela de tempo máximo aceitável sem acesso aos dados ou serviço indisponível.
Certa, porque RTO representa o tempo máximo tolerável de indisponibilidade antes da recuperação do serviço ou dos dados.
- D)RPO é a quantidade de tempo máximo aceitável desde o último ponto de recuperação de dados, ou seja, refere-se à perda aceitável de dados entre o último ponto de recuperação e a interrupção do serviço.
Certa, porque RPO indica o limite aceitável de perda de dados medido a partir do último ponto de recuperação.
Gabarito: B
Em backup, voce nao escolhe a solução no escuro: primeiro define quanto tempo o sistema pode ficar fora e quanto de dado voce pode perder. É isso que os parâmetros RTO e RPO fazem. O RTO fala do tempo máximo aceitável para voltar a operar; o RPO, da quantidade máxima de dados que voce aceita perder entre o último backup e a falha. Na prática, esses dois indicadores ajudam a decidir a frequência dos backups, o tipo de mídia, a tecnologia de replicação e até o local de armazenamento. Se o sistema precisa voltar muito rápido, voce tende a usar soluções mais ágeis e automatizadas. Se a perda de dados precisa ser mínima, os backups precisam ser mais frequentes ou combinados com replicação. A ideia é simples: quanto mais crítico o serviço, mais rígida costuma ser a estratégia. Por isso, a alternativa B está incorreta. Ela afirma que fatores como escalabilidade, segurança dos dados e distância física não influenciam a escolha da tecnologia de backup e restauração, mas influenciam sim. A distância física, por exemplo, impacta em redundância e recuperação de desastres; a segurança pesa na proteção contra vazamento e ransomware; e a escalabilidade importa para crescer sem quebrar a operação. Essa visão é bem alinhada à doutrina de continuidade de negócios e recuperação de desastres, em que RTO e RPO são só parte do quebra-cabeça. Ou seja: backup bom não é só copiar dados, é copiar com estratégia.