Em relação ao uso de algoritmo de assinatura digital, assinale a opção correta.
- A)Uma chave pública é usada para encapsular a assinatura já que qualquer usuário que tenha conhecimento do algoritmo assimétrico é capaz de verificá-la.
Errada, porque a chave pública não encapsula a assinatura; ela é usada para verificação, não para criar ou 'encapsular' a assinatura.
- B)A verificação da assinatura digital só pode ser feita com o algoritmo simétrico correspondente.
Errada, porque a verificação de assinatura digital não é feita com algoritmo simétrico correspondente, e sim com par de chaves assimétricas.
- C)A assinatura pode ser validada por uma parte que não tenha conhecimento da chave de assinatura.
Certa, porque a assinatura digital pode ser validada por quem não conhece a chave privada de assinatura, usando a chave pública correspondente.
- D)O algoritmo de HASH usado para realizar uma operação de verificação deve ser o MD5 por ser ele considerado seguro e ainda não haver registro de sua quebra.
Errada, porque o MD5 não é considerado seguro para assinaturas digitais, já tendo fragilidades conhecidas e sendo inadequado para esse uso.
- E)A validação da assinatura requer que as duas partes tenham conhecimento da chave da assinatura.
Errada, porque a validação não exige que as duas partes conheçam a chave de assinatura; isso confundiria assinatura digital com esquema simétrico.
Gabarito: C
Assinatura digital serve para provar autenticidade, integridade e, em muitos casos, não repúdio do documento. O ponto principal é que ela não depende de segredo compartilhado entre as partes: em geral, quem assina usa sua chave privada para gerar a assinatura e qualquer pessoa com a chave pública correspondente pode verificá-la. É por isso que assinatura digital funciona tão bem em ambientes abertos, sem exigir que o destinatário saiba a chave privada do remetente. Na prática, o processo costuma envolver um resumo criptográfico (hash) do documento, que é então assinado com a chave privada. Depois, na verificação, o destinatário recalcula o hash e confere se ele bate com a assinatura validada pela chave pública. Se tudo conferir, o documento é considerado íntegro e a autoria criptográfica fica demonstrada. A letra C está correta porque uma parte consegue validar a assinatura sem conhecer a chave de assinatura. Esse é justamente o objetivo da criptografia assimétrica: separar a chave usada para assinar da chave usada para verificar. A Lei nº 14.063/2020, ao tratar de assinaturas eletrônicas, também parte dessa lógica de mecanismos que permitem validação segura sem compartilhamento da chave de assinatura. Já o erro clássico aqui é confundir assinatura digital com criptografia simétrica. Na simétrica, a mesma chave aparece nos dois lados da operação; na assinatura digital, isso não acontece. Pense assim: uma chave fica com você para assinar, a outra fica disponível para o mundo conferir, sem drama e sem senha compartilhada.