Em uma organização, deseja-se implementar soluções específicas para fazer cumprir uma nova política relacionada ao uso dos recursos computacionais e das redes de comunicação da organização. Entre outros objetivos, a nova política regulamentará o acesso seguro e racional da Internet, com foco na produtividade dos colaboradores. Deve-se bloquear o acesso dos colaboradores a sites não relacionados ao trabalho, como redes sociais, sites de adultos e sites de jogos de azar, por exemplo. Nessa situação hipotética, a solução mais recomendada é a implementação de
- A)firewall de filtragem de pacotes.
Errada, porque firewall de filtragem de pacotes controla tráfego por regras de rede, mas não é a solução mais adequada para bloquear categorias de sites por conteúdo.
- B)sistema de prevenção de intrusões.
Errada, porque IDS/IPS serve para detectar e prevenir intrusões e ataques, não para gerenciar o acesso a sites por perfil de uso.
- C)software de antimalware corporativo.
Errada, porque antimalware protege contra softwares maliciosos, mas não faz controle de navegação nem bloqueio de sites por categoria.
- D)plataforma de análise de vulnerabilidades.
Errada, porque análise de vulnerabilidades identifica falhas de segurança, não restringe o acesso a páginas web não relacionadas ao trabalho.
- E)filtragem de conteúdo web.
Certa, porque filtragem de conteúdo web permite bloquear ou liberar o acesso a sites e categorias de sites conforme a política da organização.
Gabarito: E
Quando a organização quer controlar o uso da internet para aumentar a produtividade, o foco não é barrar todo o tráfego nem caçar vírus, mas sim decidir quais sites podem ou não ser acessados. É exatamente aí que entra a filtragem de conteúdo web: ela permite bloquear categorias como redes sociais, sites adultos, jogos de azar e outros endereços que não se alinham à política interna. Pense assim: o firewall de filtragem de pacotes olha principalmente portas, protocolos, IPs e regras de rede. Já a filtragem de conteúdo web vai mais fundo no que está sendo acessado na navegação, podendo usar listas, categorias e até análise de URLs para liberar ou restringir o acesso. Por isso, ela é a solução mais aderente ao enunciado. Na prática, essa medida costuma aparecer junto com políticas de uso aceitável dos recursos de TI, aquelas regras internas que dizem o que pode e o que não pode ser feito com internet, e-mail e sistemas corporativos. Não há uma lei específica mandando usar esse recurso; o ponto aqui é aderência técnica à política da organização. Então, se a missão é bloquear sites que não têm relação com o trabalho, a resposta não é esconder tudo atrás de um firewall genérico nem instalar antivírus milagroso. O remédio certo é a filtragem de conteúdo web, que é a ferramenta desenhada para esse tipo de controle fino do acesso.