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Segurança da Informação · CESPE/CEBRASPE · 2023

Questão comentada de Segurança da Informação

No que concerne a assinatura digital, os dados digitais podem ser validados com alta precisão por meio de

Gabarito: B

Assinatura digital serve para dar autenticidade, integridade e, em muitos casos, não repúdio ao documento eletrônico. Na prática, ela não “olha” o conteúdo com os olhos humanos; ela trabalha com matemática e resumos criptográficos. É aí que entra o hash, que transforma os dados em uma espécie de impressão digital: se o arquivo mudar uma vírgula, o resumo muda também. Quando você assina digitalmente, o sistema gera um hash do documento e o vincula à chave privada do signatário. Depois, quem recebe o arquivo pode recalcular esse hash e comparar com o valor esperado. Se bater, os dados foram validados com alta precisão, porque qualquer alteração mínima tende a ser detectada. Por isso, o hash é a base técnica da verificação de integridade na assinatura digital. As demais alternativas passeiam por outros assuntos de rede e segurança, mas não têm relação direta com a validação de assinatura digital. ISAKMP e IKE são protocolos ligados à negociação de chaves e VPNs, handshake é o processo de estabelecimento de conexão, e polimorfismo é conceito de programação orientada a objetos. Nada disso substitui o papel do hash na assinatura digital. Em termos doutrinários, a assinatura digital é normalmente explicada como um mecanismo criptográfico baseado em função hash e criptografia assimétrica. No Brasil, a Medida Provisória 2.200-2/2001, que instituiu a ICP-Brasil, é o principal marco legal sobre a matéria e reforça a validade jurídica de documentos eletrônicos assinados digitalmente.

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