Se uma mensagem de texto encriptada for enviada de um usuário A para um usuário B pela Internet, utilizando um sistema criptográfico assimétrico, então, para que B visualize corretamente o conteúdo da mensagem recebida de A, ele precisará usar a sua chave
- A)de sessão.
Errada: chave de sessão é típica da criptografia simétrica ou de protocolos híbridos, não é a chave usada por B para abrir uma mensagem assimétrica recebida.
- B)primária.
Errada: primária não é uma categoria técnica adequada nesse contexto de criptografia assimétrica.
- C)pré-compartilhada.
Errada: chave pré-compartilhada é conceito ligado a segredo previamente combinado, comum em sistemas simétricos, não ao par público/privado.
- D)pública.
Errada: a chave pública de B pode ser usada para criptografar a mensagem enviada a ele, mas não para decifrá-la.
- E)privada.
Certa: em criptografia assimétrica, B usa sua chave privada para decodificar a mensagem cifrada com a chave pública correspondente.
Gabarito: E
Em criptografia assimétrica, cada usuário trabalha com um par de chaves: uma pública e uma privada. A lógica é simples e muito cobrada em prova: o que é cifrado com uma delas só é aberto com a outra, como se fosse um cadeado e sua respectiva chave. Quando A envia uma mensagem encriptada para B, o objetivo é garantir que só B consiga ler o conteúdo, então a mensagem deve ser preparada para ser aberta pela chave que só B possui. Por isso, para visualizar corretamente a mensagem recebida de A, B precisa usar a sua chave privada. A chave pública de B pode até ser usada por A para criptografar a mensagem, mas ela não serve para decifrar o conteúdo final. Em outras palavras: pública ajuda a enviar com segurança; privada ajuda a abrir o que veio trancado. Esse é o padrão clássico da criptografia de chave pública, muito associado a sigilo/confidencialidade. A doutrina costuma resumir assim: na criptografia assimétrica, a chave pública pode ser divulgada, enquanto a privada deve ser mantida em segredo pelo titular. A prova quer justamente essa associação entre confidencialidade e uso da chave privada do destinatário. Então, o gabarito E está correto porque B precisa da sua chave privada para decifrar a mensagem enviada por A. Se você lembrar da ideia "pública entra, privada sai", já fica meio caminho andado.