João recebeu uma ligação telefônica de um suposto funcionário de um banco onde ele tem conta-corrente. Esse funcionário informou que o motivo da referida ligação era a confirmação de uma transferência bancária de alto valor que o cliente em questão teria realizado. Após João negar a autoria da transferência, a qual não havia feito, o suposto funcionário pediu que ele digitasse, no teclado do telefone, os seus dados pessoais, como CPF, agência, conta e senha, para que o sistema do banco processasse o cancelamento da transferência. Preocupado, João atendeu ao pedido do suposto funcionário do banco. A referida transferência bancária nunca ocorreu. Nessa situação hipotética, João foi vítima de um ataque baseado em
- A)engenharia social.
Correta, porque houve manipulação psicológica da vítima para obter dados sigilosos, caracterizando engenharia social.
- B)exploração de vulnerabilidade.
Errada, pois não há indicação de falha técnica, brecha de sistema ou invasão de software.
- C)força bruta.
Errada, porque não houve tentativa de adivinhar senha por repetição massiva de combinações.
- D)negação de serviço.
Errada, já que o objetivo não era indisponibilizar serviço, mas enganar a vítima para colher informações.
- E)código malicioso.
Errada, porque o enunciado não menciona vírus, spyware, ransomware ou outro software malicioso.
Gabarito: A
Aqui o ponto central é simples: não houve ataque técnico ao sistema do banco, e sim uma tentativa de enganar a vítima para que ela mesma entregasse informações sensíveis. Isso é a cara de engenharia social: o atacante manipula a pessoa, cria senso de urgência e se passa por alguém confiável para obter dados ou fazer a vítima agir contra o próprio interesse. Repare no roteiro clássico: suposto funcionário, confirmação de transação, tom de urgência e pedido para digitar CPF, agência, conta e senha. Esse tipo de abordagem explora confiança, medo e distração, e não vulnerabilidade de software, força bruta ou malware. Em prova, sempre que o alvo é o comportamento humano, o cheiro é de engenharia social. O gabarito A está correto porque o golpista usou um pretexto falso para induzir João a revelar credenciais e informações pessoais. Na doutrina de segurança da informação, engenharia social é justamente o uso de manipulação psicológica para obter acesso a dados, sistemas ou vantagens indevidas. Em resumo: se o enunciado fala em ligação, falso atendente, urgência e pedido de dados, pense primeiro em enganação humana. O banco nem precisou ser invadido; João foi levado a abrir a porta por conta própria.