Um invasor pode ser uma pessoa que, mesmo sem conhecimento técnico, busca roubar informações, geralmente seguindo um processo. Nos ataques de engenharia social, o invasor segue, sucessivamente, as etapas de
- A)pesquisa, seleção do alvo, relacionamento e exploração.
Certa: descreve a sequência clássica da engenharia social, começando pela coleta de informações e terminando na exploração da vítima.
- B)representação, conversação, relacionamento e exploração.
Errada: mistura etapas e troca a pesquisa inicial por representação, que não é a ordem padrão cobrada em segurança da informação.
- C)pesquisa, seleção do alvo, construção do aplicativo e relacionamento.
Errada: inclui construção de aplicativo, elemento que não pertence ao fluxo típico de engenharia social descrito na questão.
- D)representação, seleção do alvo, construção do aplicativo e exploração.
Errada: também traz construção de aplicativo e embaralha a lógica do ataque, que depende de pesquisa e relacionamento antes da exploração.
Gabarito: A
Em engenharia social, o atacante não precisa ser um gênio da informática: muitas vezes ele vence pela lábia, pela coleta de dados e pela manipulação psicológica. O processo costuma começar com a pesquisa, quando ele levanta informações sobre pessoas, rotinas, cargos e hábitos. Depois vem a seleção do alvo, escolhendo quem parece mais vulnerável ou quem tem acesso ao que interessa. Na sequência, o invasor cria um relacionamento, isto é, estabelece confiança, legitimidade ou proximidade com a vítima. Só depois ele parte para a exploração, quando pede senhas, induz cliques, obtém códigos ou faz a pessoa revelar o que não deveria. É um ataque mais de persuasão do que de técnica, embora muitas vezes use e-mail, telefone, redes sociais e perfis falsos. Por isso, o gabarito é a alternativa A, que traz exatamente a ordem mais aceita na doutrina de segurança da informação: pesquisa, seleção do alvo, relacionamento e exploração. A lógica é simples: antes de explorar, o atacante precisa conhecer a vítima e preparar o terreno. Sem confiança, a armadilha costuma falhar. Em prova, pense assim: engenharia social é como um teatro de manipulação. O cenário é montado primeiro, o personagem ganha credibilidade depois, e só no final vem o golpe.