Em uma arquitetura zero trust para proteção de perímetro, o elemento lógico que tem a função de tomar a decisão final de acesso a um recurso para determinada ação denomina-se
- A)policy engine.
Certa: o policy engine é o componente que toma a decisão final de acesso com base nas políticas e no contexto.
- B)policy administrator
Errada: o policy administrator auxilia na aplicação da decisão, mas não é o responsável pela decisão final.
- C)continuous diagnostics and mitigation.
Errada: continuous diagnostics and mitigation é um programa/conjunto de práticas de monitoramento e mitigação, não um componente decisório do zero trust.
- D)policy enforcement point.
Errada: o policy enforcement point apenas executa a decisão, permitindo ou bloqueando o acesso, sem decidir por conta própria.
Gabarito: A
Em uma arquitetura zero trust, a ideia central é bem simples: não confiar automaticamente em nada, nem só porque o pedido veio de dentro da rede. Cada tentativa de acesso precisa ser avaliada com base em identidade, contexto, política, risco e na ação desejada. Em outras palavras, o sistema pergunta: "quem é você, o que quer fazer e em que condições?". Nesse modelo, existem componentes com funções diferentes. O policy engine é o "cérebro" da decisão: ele recebe as informações, consulta as políticas e toma a decisão final de permitir, negar ou exigir mais validações. Já o policy administrator cuida de aplicar essa decisão no ponto de controle, enquanto o policy enforcement point executa o bloqueio ou liberação do acesso. Por isso, a alternativa A está correta. É o policy engine que decide, de forma lógica e centralizada, se um recurso pode ser acessado para determinada ação. Esse entendimento é compatível com a doutrina do NIST sobre Zero Trust Architecture, especialmente o modelo descrito na SP 800-207, que separa claramente decisão de política e execução de política. As demais opções confundem funções de suporte com a decisão em si. Em prova, a banca gosta de trocar o "quem decide" pelo "quem aplica". Aqui, o detalhe faz toda a diferença: no zero trust, não basta encaminhar o acesso, é preciso decidir primeiro.