Na gestão de continuidade de negócios, o plano de continuidade de negócios
- A)deve ser testado ao menos uma vez, devendo os testes garantir que só uma fração dos integrantes da equipe de recuperação e outros funcionários relevantes possuam conhecimento dos planos.
Errada, porque o plano de continuidade deve ser conhecido e testado por quem precisa executá-lo, e não restrito a uma fração da equipe.
- B)deve contemplar, em sua estrutura, ao menos responsabilidades coletivas requeridas e procedimentos de aplicação rotineira.
Errada, pois o PCN deve conter responsabilidades, papéis, procedimentos e base para recuperação, não apenas procedimentos de aplicação rotineira.
- C)deve ser integralmente implementado pela equipe de gerência de segurança e, posteriormente, avaliado pelos dirigentes da organização.
Errada, porque a continuidade de negócios não é tarefa exclusiva da gerência de segurança; ela exige participação da alta administração e das áreas críticas.
- D)deve passar por manutenção em intervalos regulares de tempo e ser atualizado em virtude de mudanças nos negócios, alteração na legislação e aquisição de novos equipamentos e sistemas.
Certa, porque o PCN deve ser revisado periodicamente e atualizado sempre que houver mudanças relevantes no negócio, na legislação ou na tecnologia.
Gabarito: D
Em continuidade de negócios, o plano de continuidade de negócios (PCN) é o documento que organiza como a organização vai reagir para manter ou retomar atividades críticas depois de uma interrupção. Pense nele como o “plano B” que evita o improviso quando ocorre um desastre, uma falha grave ou uma crise operacional. O ponto central é que PCN não pode ficar na gaveta. Ele precisa ser mantido vivo, com revisão periódica e atualização sempre que o ambiente mudar. Se a empresa muda processos, contrata novos sistemas, troca equipamentos ou sofre alteração legal, o plano também precisa acompanhar. Isso é coerente com a doutrina de continuidade e com boas práticas como a ISO 22301, que exige atualização e melhoria contínua do sistema de gestão de continuidade. Por isso, a alternativa D está correta: manutenção em intervalos regulares e atualização diante de mudanças nos negócios, na legislação e na infraestrutura tecnológica. Em outras palavras, o plano não é uma peça de museu, é um documento operacional que envelhece rápido se não for cuidado. As demais alternativas escorregam em pontos típicos de prova. Há erro quando se fala em limitar o conhecimento dos planos, porque continuidade depende de disseminação e treinamento adequados. Também está errado tratar o PCN como algo só da área de segurança, pois ele envolve a organização como um todo, com responsabilidades bem definidas e envolvimento da alta direção.