No que se refere ao gerenciamento de segurança e risco organizacionais de Tecnologia da Informação, os gestores, em momentos de crises, devem criar cenários orçamentários adaptáveis que reflitam a realidade de sua função, de modo a alinhar os serviços de segurança e risco com o valor de uma unidade de negócios para otimizar custos e riscos. Nesse contexto, é recomendado aos gestores
- A)analisar previsões, informações e modelos de organizações de pesquisa, incorporando os resultados ao esforço de otimização de custos.
Correta: usar previsões, informações e modelos de pesquisa ajuda o gestor a tomar decisões realistas e a otimizar custos com base em dados.
- B)monitorar atividades essenciais da organização com vistas a criar modelos históricos, prescindindo-os como lição aprendida para uso futuro na otimização de custos.
Errada: monitorar atividades é útil, mas a alternativa erra ao sugerir que se devem criar modelos históricos para uso futuro sem foco claro na decisão estratégica e na otimização atual.
- C)fazer, logo no início da crise, o máximo de alterações estruturais com foco em uma única área de otimização e com cortes na força de trabalho.
Errada: em crise, mudanças estruturais em massa e cortes de pessoal tendem a ser apressados e inadequados, pois podem piorar a operação e o risco.
- D)reduzir, obrigatoriamente, os custos de produção, ainda que isso desequilibre esforços nos principais portfólios de serviços e acarrete a interrupção destes.
Errada: reduzir custos a qualquer preço, mesmo com quebra do equilíbrio dos serviços, contraria a gestão de risco e pode comprometer a continuidade.
- E)negociar melhores preços e descontos para seus contratos atuais, com exceção dos custos da linha de base referentes à segurança de TI.
Errada: não faz sentido excluir justamente os custos de base da segurança de TI, que são parte essencial da proteção e da continuidade do serviço.
Gabarito: A
A questão trata de gerenciamento de risco e de custos em momentos de crise. Nessa hora, o gestor de TI não pode agir no modo "desespero total e corte aleatório". A ideia é criar cenários orçamentários adaptáveis, olhando para dados, previsões e referências externas, para decidir onde vale a pena investir, onde dá para enxugar e como manter a segurança sem matar o negócio. Isso conversa com a lógica de gestão de riscos: você identifica prioridades, compara alternativas e busca a melhor relação entre custo, risco e valor entregue à organização. Em segurança da informação, nem todo gasto é dispensável, porque existe uma linha de base mínima que sustenta a proteção dos ativos. Então, a decisão precisa ser racional, baseada em informação e planejamento. Por isso, o gabarito é a letra A. Ela fala justamente em analisar previsões, informações e modelos de organizações de pesquisa e incorporar esses dados ao esforço de otimização de custos. Isso é uma atitude compatível com boa governança, com planejamento de crise e com a tomada de decisão orientada por dados. As demais alternativas trazem ideias perigosas, como cortes cegos, mudanças estruturais apressadas ou redução obrigatória de custos a qualquer preço. Em prova, desconfie sempre de soluções que soam muito radicais ou que sacrificam a segurança em nome de economia imediata.