Uma rede de comunicação de dados está sujeita a diferentes tipos de ataques. O ataque de inundação (TCP SYN Flood), por exemplo, pode ser devastador, principalmente quando ocorre de forma distribuída. Diante de um ataque como esse, um dos componentes do perímetro de segurança que funciona como um analisador de tráfego é capaz de detectar tal ataque por causa da anomalia de tráfego provocada contra o alvo. Esse componente é o
- A)Firewall sem estado
Incorreta, porque firewall sem estado filtra pacotes sem manter contexto de conexão, mas não é o componente típico para analisar anomalias de tráfego e detectar o ataque pelo padrão.
- B)Firewall Proxy
Incorreta, porque firewall proxy atua como intermediário na comunicação e aplica controle de acesso, mas não é o analisador de tráfego descrito no enunciado.
- C)Filtro de Pacotes
Incorreta, porque filtro de pacotes faz verificação básica de cabeçalhos e regras, sem a função de detectar anomalias de tráfego provocadas por ataque distribuído.
- D)IDS
Correta, porque o IDS monitora o tráfego, identifica comportamento anômalo e detecta ataques como SYN Flood pela assinatura ou pelo desvio de padrão.
- E)DLP
Incorreta, porque DLP é voltado à prevenção de vazamento de dados e não à detecção de inundação de tráfego ou ataques de negação de serviço.
Gabarito: D
Um ataque TCP SYN Flood tenta esgotar os recursos do alvo enviando muitas solicitações de conexão, mas sem completar o handshake. Quando isso acontece de forma distribuída, o volume e o padrão do tráfego ficam bem suspeitos, como se a rede estivesse recebendo uma fila infinita de "pedido de entrada" sem nunca virar conexão de verdade. Nesse cenário, o componente do perímetro que mais combina com a descrição é o IDS, porque ele atua como analisador de tráfego e de comportamento. Ele observa assinaturas e anomalias, identifica padrões fora do normal e pode alertar sobre ataques como inundação, variações distribuídas e outras tentativas de sobrecarregar serviços. Já firewall, filtro de pacotes e proxy têm foco principal em controle e filtragem de acesso, não em detectar anomalias de tráfego com a mesma vocação de monitoramento do IDS. O enunciado entrega justamente a pista: "funciona como um analisador de tráfego" e "detecta tal ataque por causa da anomalia de tráfego". Em provas, pense assim: se a questão fala em identificar comportamento suspeito, comparar volumes, padrões e anomalias, a banca quer um sistema de detecção. Se fala em bloquear regras de entrada e saída, aí o caminho tende a ser firewall.