O Spring Boot trouxe um modelo de tempo de execução baseado em um arquivo autônomo, que para ser iniciado não necessita de um servidor Web Java EE instalado separadamente, como o Apache Tomcat, favorecendo a execução da aplicação em um contêiner Docker, por exemplo. Este arquivo autônomo é conhecido como
- A)fat JAR file.
Correta: o fat JAR reúne aplicação e dependências em um único arquivo executável, dispensando servidor web Java EE separado.
- B)compressed WAR file.
Errada: WAR é formato de aplicação web tradicional e normalmente depende de um servidor externo para ser implantado.
- C)slim WAR file.
Errada: slim WAR não é o modelo autônomo descrito no Spring Boot, pois não carrega tudo dentro do pacote.
- D)fat WAR file.
Errada: fat WAR não é a nomenclatura cobrada para a execução autônoma típica do Spring Boot, que é associada ao JAR empacotado.
- E)slim JAR file.
Errada: slim JAR não expressa o pacote completo com dependências e servidor embarcado, que é a lógica pedida no enunciado.
Gabarito: A
O Spring Boot ficou famoso justamente por simplificar a vida de quem desenvolve: ele permite empacotar a aplicação de forma que ela já venha pronta para rodar, sem depender de um servidor web Java EE instalado à parte. Na prática, isso reduz a dor de cabeça de instalar e configurar Tomcat externo, GlassFish e companhia, porque a aplicação já leva tudo o que precisa junto com ela. Esse formato é chamado de fat JAR, também conhecido como uber JAR em alguns materiais. A ideia é bem literal: um JAR "gordinho", que carrega dentro dele as dependências e os componentes necessários para executar a aplicação. Por isso ele combina tão bem com Docker e outras formas de deploy mais enxutas. No Spring Boot, o servidor embarcado costuma vir junto no pacote, como o Tomcat embutido, de modo que você executa o arquivo e a aplicação sobe sozinha. Isso é exatamente o oposto do modelo tradicional em que você empacota um WAR e precisa de um servidor externo preparado para recebê-lo. Logo, o gabarito A está correto porque o arquivo autônomo descrito no enunciado é um fat JAR file. A banca explora essa diferença entre aplicação autocontida e aplicação dependente de servidor externo, que é um ponto clássico em Frameworks Java.