“Era manhã do dia 26 de dezembro de 2004, e o mundo se preparava para mais uma virada de ano, quando a terra tremeu de forma violenta debaixo do Oceano Índico, 160 quilômetros a oeste da ilha de Sumatra, na Indonésia, no Sudeste Asiático. Uma extensão de 1.200 quilômetros da placa tectônica indo-australiana avançou sob a placa Eurásia, causando uma elevação de algo em torno de 20 metros do fundo do mar. O deslocamento gerou um terremoto de 9,1 graus de magnitude, que movimentou bilhões de toneladas de água e desencadeou uma série de ondas na superfície.” (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/blog-do-acervo/post/ 2024/02/tsunami-de-2004-a-tragedia-que-deixou-mais-de-227- mil-mortos-na-asia.ghtml) As ondas viajavam em uma região com uma coluna d’água de aproximadamente 6.250 m. Nessas condições, os oceanógrafos da região precisavam calcular a velocidade do tsunami para informar o tempo aproximado de chegada na zona costeira. Eles descobriram que a grande onda viajava a uma velocidade de, aproximadamente:
- A)250 km/h;
Errada, porque 250 km/h fica muito abaixo da velocidade obtida pela fórmula para 6.250 m de profundidade.
- B)450 km/h;
Errada, porque 450 km/h ainda não alcança a estimativa física calculada para o tsunami.
- C)600 km/h;
Errada, porque 600 km/h é menor do que o valor aproximado indicado pela raiz de g vezes h.
- D)800 km/h;
Errada, porque 800 km/h fica um pouco abaixo da velocidade estimada, que se aproxima de 900 km/h.
- E)900 km/h.
Certa, porque a aplicação de v = raiz(g h) em 6.250 m de profundidade resulta em cerca de 892 km/h, valor aproximado de 900 km/h.
Gabarito: E
Tsunamis se comportam como ondas de gravidade em água profunda, e a velocidade delas depende principalmente da profundidade da coluna d’água. A regra prática usada em oceanografia é v = raiz(g vezes h), em que g é a gravidade e h é a profundidade. É uma conta simples, mas que faz um estrago enorme quando o assunto é chegar na costa rapidinho. Aqui, a profundidade informada é de aproximadamente 6.250 m. Aplicando a fórmula, temos v = raiz(9,8 x 6.250), o que dá cerca de 248 m/s. Convertendo para km/h, basta multiplicar por 3,6: isso resulta em aproximadamente 892 km/h. Ou seja, a onda estava se deslocando perto de 900 km/h. É por isso que tsunamis podem atravessar o oceano em pouco tempo, mesmo quando no mar aberto parecem baixas e pouco chamativas. A destruição aparece de verdade quando a onda perde velocidade perto da costa e ganha altura. Então, o gabarito E está correto porque a estimativa física da velocidade, dada pela profundidade indicada, aponta para algo em torno de 900 km/h. Em provas, a banca costuma cobrar essa relação direta entre profundidade e velocidade de onda em água profunda.