Existem diferentes formas de aplicar estratégias de musicoterapia como intervenção musical, que encoraja o indivíduo a fazer uso de um “diálogo” musical improvisado, cantando ou tocando um instrumento para expressar seus pensamentos inconscientes. Quando há combinação entre os conceitos da psicanálise com o processo de criação musical, que inclui a busca da sua “identidade sonora musical”, ou seja, descreve sons externos que mais se aproximam do seu estado psicológico interno, trata-se de qual intervenção musical?
- A)Benezon.
Correta, porque o modelo de Benenzon relaciona musicoterapia, identidade sonora musical e expressão do inconsciente por meio da improvisação.
- B)Comunitária.
Errada, pois a musicoterapia comunitária foca na dimensão coletiva e social, e não na identidade sonora individual descrita no enunciado.
- C)Nordoff-Robins.
Errada, porque Nordoff-Robbins é conhecido pela musicoterapia criativa e pela improvisação, mas não é o modelo caracterizado pela identidade sonora musical do texto.
- D)Cognitivo-comportamental.
Errada, pois a abordagem cognitivo-comportamental trabalha pensamentos e comportamentos de forma estruturada, sem esse enfoque psicanalítico e sonoro.
Gabarito: A
A questão descreve uma abordagem de musicoterapia em que a música funciona como um meio de expressão simbólica e de acesso ao mundo interno da pessoa, com improvisação, canto e instrumento como formas de “diálogo” musical. Esse tipo de intervenção é ligado ao modelo de Benenzon, que trabalha a chamada identidade sonora musical, isto é, os sons com os quais o indivíduo mais se identifica e que ajudam a revelar seu estado psicológico interno. Na prática, a ideia é menos “tocar certo” e mais deixar a comunicação acontecer pela produção sonora. A música vira ponte entre o consciente e o inconsciente, algo bem próximo da lógica psicanalítica citada no enunciado. Por isso, o gabarito é a letra A. Benenzon é justamente o nome associado a essa linha de musicoterapia, muito cobrada em provas quando aparecem termos como identidade sonora, escuta terapêutica e improvisação com função expressiva. As demais alternativas trazem abordagens diferentes e não correspondem a esse recorte teórico. A banca costuma misturar nomes de modelos de musicoterapia com termos de outras áreas para testar se voce reconhece a ideia central da intervenção.