Os ciclones tropicais que se formam nas proximidades das Américas do Norte e Central são denominados de furacão. Em outubro de 2024, a mídia noticiou amplamente a ocorrência de dois furacões na região da Flórida: o furacão Helena e, em seguida, o furacão Milton. Assinale a opção que indica porque esses fenômenos atmosféricos são raros no Brasil.
- A)A proximidade com a Linha do Equador acelera o efeito de rotação da Terra, que é importante para impedir sua ocorrência.
Errada, porque a proximidade com o Equador não impede por aceleração da rotação, e sim reduz o efeito de Coriolis, que é justamente importante para a formação desses sistemas.
- B)As águas atlânticas do litoral brasileiro não atingem temperaturas elevadas o suficiente para a forte evaporação que contribui para sua formação.
Certa, porque furacões dependem de águas muito quentes para fornecer evaporação e energia; no litoral brasileiro, em regra, essa condição não é tão favorável.
- C)Os furacões ganham força sobre águas frias, mas perdem energia ao atingir as praias arenosas da costa brasileira, onde o calor e a umidade são maiores.
Errada, porque furacões não ganham força sobre águas frias; eles precisam de águas quentes e perdem intensidade ao tocar o continente ou águas menos favoráveis.
- D)A ocorrência frequente dos furacões está relacionada ao resfriamento gradual da temperatura dos oceanos, o que não ocorre no litoral atlântico brasileiro.
Errada, porque a frequência dos furacões não está ligada ao resfriamento dos oceanos, e sim à presença de água quente, umidade e condições atmosféricas adequadas.
- E)A alta umidade atmosférica gerada pela Floresta Amazônica impede a formação de nuvens de tempestade que venham do mar, dificultando a ocorrência de furacões.
Errada, porque a umidade da Amazônia não impede a formação de tempestades marítimas; além disso, o principal fator não é esse, mas as condições oceânicas e atmosféricas do Atlântico tropical.
Gabarito: B
Furacões são ciclones tropicais: sistemas muito organizados, alimentados por calor e umidade do oceano. Eles precisam de água do mar bem quente, ar úmido e pouca mudança brusca de ventos com a altura para conseguir “se montar” e ganhar força. É como se o oceano desse o combustível e a atmosfera deixasse o motor funcionar sem tropeços. No Brasil, esse conjunto de condições quase nunca aparece de forma ideal. O litoral atlântico brasileiro, em geral, não apresenta temperaturas oceânicas tão elevadas e persistentes quanto as áreas clássicas de formação de furacões, especialmente no Atlântico Norte tropical. Sem esse calor extra, a evaporação fica menor e o sistema não recebe energia suficiente para se organizar como furacão. Além disso, perto da Linha do Equador a força de Coriolis é fraca, o que dificulta a rotação inicial do ciclone. Então, mesmo que haja calor e umidade, a organização do vórtice fica mais difícil. Por isso, no Brasil, furacões são muito raros; quando aparecem ciclones mais fortes, em geral eles não têm as mesmas características dos furacões do Caribe ou da Flórida. Logo, o gabarito é a alternativa B, porque aponta o fator oceânico essencial: falta de águas suficientemente quentes para sustentar a forte evaporação e a intensificação do sistema.