A história do tempo presente está na intersecção do presente e da longa duração. Esta coloca o problema de se saber como o presente é construído no tempo. Ela se diferencia, portanto, da história imediata porque impõe um dever de mediação. Alguns historiadores, porém, preferem utilizar a noção de história imediata, como é o caso de Jean-François Soulet, que coordena a revista Cadernos de história imediata, outros preferem a noção de história do mundo contemporâneo, como é o caso de Pierre Laborie. Alguns são ainda mais críticos, como é o caso de Antoine Prost para o qual a história do tempo presente não é nada mais do que a história em si, que nada a singulariza e que é, por conseguinte, um “pseudoconceito sem conteúdo verdadeiro”. (DOSSE, François. História do tempo presente e historiografia, in: Revista Tempo e Argumento. Junho. V. 4 n. 1 p. 5-22, jan/jun. UDESC 2012.) François Dosse fala, na citação acima, sobre o conceito de História do tempo presente. Considerando que, no século XIX, a História foi considerada uma ciência do passado, que seria construída pelos arquivos oficiais no século XX, temos uma revolução no método da História, e o “passado” passa a ser questionado, tornando o presente em evidência. Logo, estamos falando de:
- A)Materialismo histórico.
Errada, porque o materialismo histórico explica a história pela luta de classes e pelas relações de produção, não pela renovação metodológica ligada ao tempo presente.
- B)Escola dos Annales.
Certa, porque a Escola dos Annales revolucionou a historiografia ao ampliar fontes, temas e temporalidades, favorecendo a história do tempo presente.
- C)Historicismo.
Errada, porque o historicismo é associado à valorização da singularidade dos fatos históricos e do método tradicional, não à virada historiográfica citada no enunciado.
- D)História Social.
Errada, porque História Social é um campo de estudos, mas não é o movimento historiográfico clássico que melhor explica essa mudança de paradigma no enunciado.
Gabarito: B
Já as demais alternativas não encaixam porque tratam de outras correntes ou abordagens. Aqui o foco não é uma teoria econômica da história, nem um retorno ao método histórico clássico do século XIX, nem uma área temática específica da historiografia.