Considerando-se a História Integrada, metodologia do ensino de história, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE: A História Integrada pressupõe uma abordagem de ensino que pensa a história do Brasil integrada à história da humanidade, em que o Brasil tem ____________ o que acontece no resto do mundo e não apenas ______________, visão esta que era ensinada anteriormente, como se o país fosse somente um resultado de um processo exterior.
- A)pioneirismo em relação a | protagonismo
Errada, porque fala em pioneirismo e protagonismo, mas a ideia central da História Integrada é destacar relações e conexões, não superioridade ou liderança histórica do Brasil.
- B)conexões com | dependência
Certa, porque expressa exatamente a noção de que o Brasil se relaciona com os processos mundiais e não é apenas um produto passivo de fatores externos.
- C)protagonismo diante | dependência
Errada, porque embora mencione protagonismo, a formulação não corresponde ao sentido clássico da História Integrada, que enfatiza conexões com o mundo em vez de uma oposição de dependência/protagonismo.
- D)superioridade em relação a| inferioridade
Errada, porque introduz uma comparação de superioridade e inferioridade que não tem relação com a proposta metodológica da História Integrada.
Gabarito: B
A História Integrada é uma forma de ensinar história que evita separar o Brasil do resto do mundo como se fossem dois filmes diferentes. A ideia é mostrar que os acontecimentos internos do país dialogam com processos mais amplos, como colonização, industrialização, guerras, crises econômicas e movimentos políticos internacionais. Em vez de apresentar o Brasil apenas como um “efeito colateral” do exterior, essa abordagem mostra que ele tem conexões com o que acontece no mundo e também participa da construção da própria história. Ou seja, o país não aparece só como dependente passivo, mas como parte de uma rede de relações históricas. Por isso, a frase fica correta com a alternativa B: a História Integrada pressupõe que o Brasil tenha conexões com o que acontece no resto do mundo e não apenas dependência. Essa é justamente a virada metodológica em relação à visão tradicional, mais linear e isolada. Na prática, isso ajuda você a entender melhor por que um fato europeu, africano ou asiático pode influenciar o Brasil, e vice-versa. História, afinal, não é gaveta separada: é conversa entre contextos.