De acordo com a historiadora Anita Lucchesi, podemos considerar algumas modificações na pesquisa e no ensino de História a partir da Era Digital. Sobre este tema, assinale a alternativa INCORRETA.
- A)As novidades tecnológicas em nada alteram a relação entre os profissionais de arquivo e de patrimônio com a documentação e a memória.
Errada, porque as tecnologias digitais alteram profundamente o acesso, a preservação e a mediação entre arquivos, patrimônio, memória e pesquisa histórica.
- B)A possibilidade de integrar os trajetos à mapas bem como a utilização de QR Code para acessar informações in loco tornaram-se grandes aliadas na pesquisa e no ensino da História.
Certa, pois mapas interativos, georreferenciamento e QR Codes são recursos muito usados na pesquisa, na educação patrimonial e na divulgação histórica.
- C)Surgimento de novas fontes ao lado dos clássicos textos historiográficos, crônicas, romances históricos, etc., como as séries de TV a cabo e on-line streaming.
Certa, porque a cultura digital ampliou o repertório de fontes históricas, incluindo produtos audiovisuais como séries e streaming, que também podem ser analisados historicamente.
- D)A relação da história digital com a história pública, através da divulgação da história para grandes públicos e o engajamento do público frente a esses projetos.
Certa, já que a história digital se relaciona com a história pública ao ampliar a circulação do conhecimento histórico e incentivar o engajamento do público.
- E)A rede mundial de computadores proporcionou um espaço novo para a popularização de formas de história através da divulgação da história acadêmica para um público mais amplo.
Certa, pois a internet abriu espaço para popularizar a História acadêmica, permitindo que ela alcance um público muito mais amplo.
Gabarito: A
A Era Digital mudou bastante a pesquisa e o ensino de História, porque trouxe novas formas de produzir, acessar e divulgar fontes. Hoje, o historiador não trabalha só com papel, arquivo físico e livro: ele também lida com acervos digitalizados, mapas interativos, bases online, vídeos, podcasts, redes sociais e até séries e conteúdos de streaming que ajudam a entender representações do passado. Isso ampliou muito o alcance da História e aproximou a área do público em geral. Na linha da historiadora Anita Lucchesi, a história digital conversa diretamente com a história pública, com a mediação do conhecimento e com o uso de tecnologias para pesquisa, ensino e divulgação. Ferramentas como QR Code, georreferenciamento e mapas digitais facilitam a experiência em museus, sítios históricos e roteiros de memória, tornando a aprendizagem mais dinâmica e contextualizada. O ponto central da questão é perceber que a tecnologia não é neutra: ela altera, sim, a relação com a documentação, com a memória e com o trabalho dos profissionais de arquivo e patrimônio. A digitalização muda a forma de preservar, organizar, acessar e interpretar os vestígios do passado. Então, dizer que as novidades tecnológicas “em nada alteram” essa relação é incompatível com a própria lógica da história digital. Por isso, a alternativa A é a incorreta. As demais afirmam transformações reais provocadas pela Era Digital: novas fontes, novas ferramentas de pesquisa, maior divulgação da História e maior interação com públicos amplos. Em resumo: a História saiu da gaveta, ganhou tela, mapa, link e audiência.