Leia o trecho a seguir. Rebelião em unidades da Marinha ocorrida entre setembro de 1893 e março de 1894. Começou no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e chegou ao sul do Brasil. Sem apoio popular ou do Exército, o movimento foi sufocado pelo presidente Floriano Peixoto, a quem pretendia depor. Iniciada em 1893, teve seus antecedentes dois anos antes, em 3 de novembro de 1891, quando o primeiro presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, sem conseguir negociar com as bancadas dos estados, especialmente os produtores de café (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais), fechou o Congresso Nacional. Unidades da Marinha se sublevaram e, sob a liderança do almirante Custódio José de Melo, ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro. Para evitar uma guerra civil, em 23 de novembro Deodoro renunciou. O vice-presidente, marechal Floriano Peixoto, assumiu seu lugar e não convocou eleições presidenciais, conforme previa o artigo n° 42 da Constituição para o caso de vacância do cargo em menos de dois anos após a posse do presidente. Adaptado de: Verbete de Atlas Histórico do Brasil – FGV CPDOC O trecho descreve a
- A)Revolta dos Malês.
Errada, porque a Revolta dos Malês foi uma rebelião de escravizados muçulmanos em Salvador, em 1835, no período regencial, sem relação com a Primeira República.
- B)Revolta Federalista.
Errada, porque a Revolta Federalista ocorreu no Rio Grande do Sul entre 1893 e 1895, ligada à disputa política local, e não ao motim da Marinha no Rio de Janeiro.
- C)Revolta da Chibata.
Errada, porque a Revolta da Chibata aconteceu em 1910, quando marinheiros protestaram contra castigos físicos, sendo outro contexto e outro conflito.
- D)Revolta da Vacina.
Errada, porque a Revolta da Vacina ocorreu em 1904, no Rio de Janeiro, como reação popular à campanha de vacinação obrigatória.
- E)Revolta da Armada.
Certa, porque a Revolta da Armada foi o levante da Marinha contra Floriano Peixoto, com ameaça de bombardeio ao Rio de Janeiro e desdobramentos em 1893-1894.
Gabarito: E
O enunciado descreve a Revolta da Armada, um levante de setores da Marinha contra o governo de Floriano Peixoto, no começo da República. Ela ocorreu entre 1893 e 1894, partiu do Rio de Janeiro e contou com a liderança de oficiais como Custódio de Melo, com extensão dos conflitos para o sul do país. Como o texto menciona ameaça de bombardeio ao Rio de Janeiro e a ausência de apoio do Exército e da população, ele está apontando exatamente para esse movimento. O pano de fundo foi a crise política logo após a Proclamação da República. Deodoro da Fonseca fechou o Congresso em 1891, renunciou em seguida, e Floriano assumiu sem convocar novas eleições, o que alimentou a tensão entre forças armadas, elites políticas e grupos ligados à antiga ordem. A Marinha, em especial, ficou muito insatisfeita com a centralização do poder e com a predominância do Exército no novo regime. A Revolta da Armada teve duas fases principais: uma em 1891, com a pressão contra Deodoro, e outra em 1893-1894, já contra Floriano. O governo reagiu com força, sufocando o movimento. Em provas, o nome do líder e a menção ao bombardeio da capital costumam ser as pistas mais generosas que a banca oferece para você não se perder no mar revolto da Primeira República.