Foi no governo Kubitschek que se consagrou o termo “desenvolvimentismo”, em lugar da expressão “fomento do desenvolvimento”. Já em sua campanha eleitoral Kubitschek lançou o slogan 50 Anos em 5. Logo depois de tomar posse, instituiu o Conselho do Desenvolvimento, diretamente ligado à presidência, primeiro órgão central de planejamento permanente no Brasil. O Conselho elaborou o Plano de Metas, conjunto de 30 objetivos específicos, distribuídos em setores. Adaptado de: Atlas Histórico do Brasil. Governo Juscelino Kutischek 1956 – 1961, FGV CPDOC. As opções a seguir descrevem corretamente medidas desenvolvimentistas do governo de Juscelino Kubitschek, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Incentivou política de interiorização do Brasil, incluindo a construção da capital Brasília.
Certa: Brasília simboliza a interiorização do país e foi uma das grandes marcas do projeto de JK.
- B)Desenvolveu o setor energético, com prioridade para a construção de usinas eólicas em todo o país.
Errada: o governo JK investiu em energia, mas não em usinas eólicas, que não eram a prioridade tecnológica do período.
- C)Estimulou ações e políticas para combater as secas na região do Nordeste.
Certa: o combate às secas no Nordeste fazia parte das preocupações de desenvolvimento e integração nacional.
- D)Promoveu investimentos em infraestrutura rodoviária, incluindo a construção da Rodovia Belém-Brasília.
Certa: a expansão rodoviária, como a Rodovia Belém-Brasília, foi central no modelo desenvolvimentista.
- E)Favoreceu pesquisas sobre a realidade brasileira com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento nacional.
Certa: o governo incentivou estudos e pesquisas sobre a realidade brasileira para orientar o desenvolvimento nacional.
Gabarito: B
O governo Juscelino Kubitschek ficou marcado pelo desenvolvimentismo, isto é, pela ideia de acelerar o crescimento econômico com forte atuação do Estado, planejamento e investimento em infraestrutura. O famoso Plano de Metas resumiu bem essa lógica: energia, transportes, indústria de base, alimentação e educação, tudo para fazer o país “andar de 50 anos em 5”. Nesse pacote, entram medidas como a construção de Brasília, a abertura de rodovias e obras para integrar o território, além de iniciativas para reduzir gargalos históricos, como a seca no Nordeste. Também houve incentivo à pesquisa e ao conhecimento sobre a realidade brasileira, porque desenvolvimento não se faz só com concreto e asfalto, mas também com diagnóstico do país. A alternativa B está errada porque fala em usinas eólicas, e isso não combina com o período de JK. Nos anos 1950, a prioridade energética era ampliar a capacidade de geração com hidrelétricas e outras fontes já conhecidas na época, não energia eólica em larga escala. Ou seja, a ideia de investir em energia está certa, mas o tipo de usina colocado na alternativa é anacrônico. As demais opções estão alinhadas ao projeto desenvolvimentista do governo: interiorização com Brasília, obras rodoviárias, combate às secas e apoio a estudos sobre o Brasil. Em provas da FGV, o segredo é perceber quando a banca mistura uma política verdadeira do período com um detalhe tecnicamente fora de época.