A Grande Depressão da década de 1930 foi estudada por economistas e historiadores de todas as vertentes teóricas, e recebeu as mais variadas interpretações e explicações. A respeito de suas causas, relacione as principais correntes listadas a seguir às respectivas interpretações. 1. Keynesianos 2. Monetaristas ( ) A Grande Depressão foi provocada por uma atuação equivocada do Banco Central norte-americano (FED) que, para combater a especulação na bolsa de Nova York, adotou uma política restritiva que diminuiu a liquidez e transformou uma recessão em uma depressão econômica. ( ) A recessão se transformou em uma depressão porque a ela se associaram eventos que provocaram escassez de demanda, como as mudanças tecnológicas que reduziram a massa salarial que poderia sustentar o consumo, por isso os governos deveriam ter intervindo e injetado recursos. ( ) A redução da taxa de crescimento da população contribuiu para uma redução da demanda no setor de construção civil habitacional e na indústria automobilística, o que agravou o quadro recessivo. ( ) As falências bancárias, somadas à omissão de socorro por parte do FED, reduziram o estoque de moeda da economia, o que provocou deflação e o aumento do valor nominal das dívidas. Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.
- A)1 – 2 – 1 – 2.
Errada, porque troca as correntes na 1ª e na 3ª afirmativas.
- B)1 – 1 – 2 – 2.
Errada, porque a 2ª afirmativa é keynesiana, mas aqui foi marcada como monetarista.
- C)2 – 1 – 1 – 2.
Correta, pois a ordem associa adequadamente monetarismo, keynesianismo, keynesianismo e monetarismo.
- D)2 – 1 – 2 – 1.
Errada, porque inverte a classificação das duas primeiras afirmativas.
- E)2 – 2 – 1 – 1.
Errada, porque coloca como monetaristas as afirmativas que tratam de insuficiência de demanda.
Gabarito: C
A Grande Depressão de 1929 virou um verdadeiro laboratório de ideias econômicas. De um lado, os keynesianos enxergam a crise como resultado de uma queda forte da demanda agregada: quando consumo e investimento desabam, a economia entra numa espiral ruim e o Estado precisa agir, gastando mais e estimulando a atividade. De outro, os monetaristas, ligados a Milton Friedman, dão enorme peso à oferta de moeda e ao papel do banco central: se o FED aperta demais a liquidez ou deixa o sistema bancário quebrar sem socorro, a crise pode sair de uma recessão comum e virar depressão. Na primeira afirmativa, a culpa é atribuída à política restritiva do FED, que diminuiu a liquidez para conter a especulação na bolsa. Isso é leitura monetarista, porque o foco está no erro na condução da moeda e do crédito. Na segunda, a explicação fala em escassez de demanda e defende intervenção estatal com recursos públicos. Isso é Keynes puro: quando a demanda falha, o governo entra no jogo. A terceira também segue a linha keynesiana, porque relaciona a queda da população à redução da demanda em setores como construção civil e automóveis. Já a quarta é novamente monetarista: falências bancárias, falta de apoio do FED, retração do estoque de moeda, deflação e aumento do peso real das dívidas. É o tipo de encadeamento que faz o aluno pensar "crise é só bolsa", mas a banca quer mesmo é sua atenção para o motor monetário da depressão. Por isso, a sequência correta é 2 - 1 - 1 - 2, isto é, alternativa C.