Assinale a afirmativa que caracteriza corretamente as condições socioeconômicas do ciclo de ouro na economia colonial da América portuguesa no século XVIII.
- A)A ausência de mercado interno e de demandas comerciais resultaram na inexistência de produção agrícola e pecuária nas regiões mineiras.
Errada, porque as regiões mineradoras desenvolveram forte mercado interno e produção de abastecimento agrícola e pecuário.
- B)As regiões mineiras foram ambientes integralmente masculinos, devida a preferência pelo emprego de homens em trabalhos físicos e nas atividades comerciais.
Errada, porque havia presença feminina nas áreas mineradoras, além de uma vida social mais complexa do que a alternativa sugere.
- C)As condições de trabalho nas minas foram um dos fatores que contribuíram para a frequência de fugas de escravizados em direção aos quilombos na região.
Certa, pois a dureza do trabalho nas minas estimulou fugas de escravizados e a formação de quilombos.
- D)A mão de obra escrava foi substituída pela maquinária com o início da mineração de profundidade, indício do incremento de investimentos na tecnologia de extração do ouro.
Errada, porque não houve substituição da mão de obra escravizada por máquinas na mineração colonial do século XVIII.
Gabarito: C
O ciclo do ouro, no século XVIII, mudou bastante a economia da América portuguesa. As minas de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso atraíram muita gente, ampliaram o mercado interno e geraram uma rede de abastecimento com agricultura, pecuária, transporte e comércio. Ou seja, a mineração não vivia isolada: ela dependia de comida, animais, ferramentas e circulação de pessoas e mercadorias. Um ponto central desse período foi o trabalho escravizado. A exploração nas minas era pesada, a vigilância era constante e as condições de vida eram muito duras. Isso incentivou fugas e a formação de quilombos, que funcionavam como espaços de resistência e sobrevivência fora do controle colonial. É por isso que o gabarito está na alternativa C. Ela relaciona corretamente as condições de trabalho nas minas com a fuga de escravizados para quilombos, algo bem típico da realidade colonial. A mineração não significou melhora automática de vida para quem trabalhava nela; na prática, significou mais exploração e mais resistência. As demais alternativas erram por exagerar ou distorcer o contexto. Não havia ausência de produção agrícola nas áreas mineradoras, nem um ambiente totalmente masculino, e a extração do ouro não foi substituída por maquinaria naquele momento. No século XVIII, o que predominava era trabalho manual, sobretudo escravizado, e não tecnologia industrial.