Para Berwanger e Leal, a paleografia “pode ser considerada arte ou ciência. É ciência na parte teórica. É arte na aplicação prática. Porém, acima de tudo, é uma técnica”. (BERWANGER, Ana Regina; LEAL, João Eurípedes Franklin. Noções de Paleografia e de Diplomática. Santa Maria: Editora UFSM, 2008. p. 16.) Em relação à paleografia, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)É o ramo da história interessado na investigação da natureza, fontes e validade do conhecimento.
Errada, porque define epistemologia, e não paleografia.
- B)É de fundamental importância para o entendimento da história e cultura das civilizações antigas.
Certa, pois a paleografia é fundamental para compreender documentos e registros das civilizações antigas.
- C)Por meio da análise realizada pelos paleógrafos, historiadores e arqueólogos conseguem extrair informações importantes de documentos escritos.
Certa, porque a análise paleográfica ajuda historiadores e arqueólogos a interpretar documentos escritos.
- D)A paleografia, que, epistemologicamente, tem sua origem nas palavras “antiga” e “escrita”, tem seu significado, resumidamente estabelecido, como a ciência que estuda a escrita não contemporânea e a técnica que procura extrair suas informações.
Certa, pois descreve adequadamente a paleografia como estudo da escrita não contemporânea e técnica de leitura e extração de তথ্য.
- E)A proposta de uma história social da cultura escrita, entendida como a história da produção, difusão, apropriação, dos poderes e funções do registro escrito, torna-se uma história das práticas sociais de escrever, ler e interpretar, criando novas fontes de investigação e uma nova forma de entender a paleografia.
Certa, já que a história social da cultura escrita amplia o olhar sobre práticas de escrever, ler e interpretar, dialogando com a paleografia.
Gabarito: A
A paleografia estuda a escrita antiga ou não contemporânea, ajudando a ler, interpretar e datar documentos manuscritos. Ela é muito útil para historiadores, arquivistas e arqueólogos, porque permite extrair informações de textos que, à primeira vista, parecem ilegíveis ou muito envelhecidos. Em termos simples: é a área que “desembaraça” a escrita do passado para que a história possa falar melhor. Na doutrina clássica, como a de Berwanger e Leal, a paleografia é vista como ciência na teoria, arte na prática e, sobretudo, técnica. Isso combina com a ideia de exame cuidadoso de formas gráficas, abreviaturas, traços e estilos de escrita. Também se relaciona com a diplomática, que analisa a autenticidade e a forma dos documentos, mas não é a mesma coisa. O gabarito é a letra A porque ela não define paleografia. A afirmativa descreve, na verdade, a epistemologia, que é o ramo da filosofia interessado no conhecimento, em suas fontes, natureza e validade. Ou seja, a frase troca o objeto da paleografia por outro campo do saber. A banca adora esse tipo de troca elegante de conceitos: parece culto, mas está fora do alvo. As demais alternativas estão compatíveis com o conceito de paleografia e com sua importância histórica. A chave aqui é lembrar: paleografia lida com a escrita antiga; epistemologia lida com o conhecimento. Se misturar os dois, a questão já vira pegadinha.