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Historia Mundial · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Historia Mundial

Durante mais de uma década, os assuntos relacionados com o Brasil eram tratados pelos escritórios da ONU em Buenos Aires e em Bogotá. Mas, depois de uma dezena de negociação, o governo e a ONU chegariam a um acordo para o desembarque da entidade no país. O alto comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) se estabeleceria no Rio de Janeiro, em 1977. Teria a função de identificar os refugiados, registrá-los e buscar uma forma de retirá-los do Brasil em direção a países europeus. Mas isso tudo com uma condição: ela não poderia usar seu nome e agisse sob o nome de Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), entidade especializada no combate à pobreza. (CHADE, 2012c, p. 1.) No caso brasileiro, por exemplo, as restrições à ONU (Organização das Nações Unidas) eram tantas que se pode dizer que o regime militar exigiu que a ONU operasse quase na clandestinidade. Sobre essa postura, é correto afirmar que:

Gabarito: D

A questão trata da relação entre organismos internacionais, como a ONU, e regimes autoritários. Em governos militares ou ditatoriais, é comum haver forte controle sobre a atuação de entidades externas, especialmente quando elas lidam com temas sensíveis, como refugiados, direitos humanos e denúncias internacionais. Não é uma regra universal, mas é um comportamento bem frequente em contextos de restrição política. No caso brasileiro citado, a ONU não pôde atuar de forma aberta e plena, tendo de operar com limitações impostas pelo regime militar. Isso mostra uma tentativa de vigiar, restringir e até disfarçar a presença da organização no país. Em vez de receber a ONU como parceira legítima, o governo tratava sua atuação como algo a ser controlado, quase como quem diz: "entra, mas sem fazer barulho". Por isso, o gabarito é a letra D. Ela acerta ao generalizar com cautela um padrão histórico: regimes militares e ditatoriais, em diferentes lugares e épocas, tendem a impor limites à atuação da ONU e de outras organizações internacionais. Isso ocorreu na América Latina e também em outras regiões do mundo, sempre que o poder interno queria evitar fiscalização, pressão externa ou visibilidade para violações de direitos. As demais alternativas exageram, absolutizam ou isolam demais o caso brasileiro. Em prova, desconfie sempre de palavras como "todos", "sem exceção" e "caso isolado" quando o tema envolve padrões históricos. História gosta de contexto, não de chute em caixa alta.

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