O projeto soviético para enviar o homem à Lua começou com a nave Soyuz 1, mas foram os americanos os primeiros a chegar [à] superfície lunar, em 20 de julho de 1969, quando o módulo lunar Eagle da nave Apolo 11 pousou no solo [do satélite], e o primeiro homem a pisar na Lua, Neil Armstrong, foi o ápice da corrida espacial. A famosa fala do astronauta tornou-se célebre na história do século XX: “Um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade”. As viagens à Lua começaram bem antes das viagens a Marte e foram símbolo do domínio mundial americano, já que o contexto era o da Guerra Fria, na qual EUA e União Soviética disputavam o poder político e econômico. (A corrida espacial e as conquistas do século XX. Com Ciência. Disponível em: http://www.comciencia.br/reportagens/espaco/espc09.htm. Acesso em: 26/12/2022.) Nem só de glórias e desafios espaciais ou armamentistas se constituiu o período denominado “Guerra Fria”. Uma série de conflitos, ocorridos em espaços distantes geograficamente, tanto da URSS quanto dos EUA fizeram parte desse contexto. Dentre esses conflitos e suas motivações, podemos citar:
- A)A Revolução Cubana, único dos conflitos da Guerra Fria, que não teve relação com os EUA, apenas a participação da URSS.
Errada, porque a Revolução Cubana teve forte relação com os EUA e com a URSS, sendo um dos casos mais emblemáticos da Guerra Fria na América Latina.
- B)Resistência anticomunista na Polônia, iniciada, ainda, na Segunda Guerra mundial pela libertação do país do jugo alemão e socialista.
Errada, porque a resistência anticomunista na Polônia não se encaixa nessa descrição e a motivação citada mistura a Segunda Guerra com a lógica da Guerra Fria de forma imprecisa.
- C)Insurgência nos Estados Bálticos, iniciada logo após a decretação do início da Guerra Fria em que os países do oeste europeu não aceitaram adotar o socialismo soviético.
Errada, porque os Estados Bálticos não foram um conflito de países do oeste europeu recusando socialismo, mas sim áreas incorporadas à órbita soviética no pós-guerra.
- D)A Guerra da Coreia, que, graças à intervenção da ONU, não causou muitos transtornos e gastos no país, pois essa instituição orientou diplomaticamente acordos de paz.
Errada, porque a Guerra da Coreia foi sangrenta e devastadora, com grande intervenção internacional, e a ONU não simplesmente resolveu o conflito diplomaticamente.
- E)A Guerra do Vietnã, em que o Vietnã do Norte, comunista, queria unificar o território, e os EUA lutavam para evitar que o Vietnã do Sul se tornasse mais uma nação socialista.
Certa, porque a Guerra do Vietnã expressa a disputa da Guerra Fria: o Vietnã do Norte queria unificar o país sob o comunismo e os EUA tentaram impedir essa expansão.
Gabarito: E
A Guerra Fria foi muito mais do que disputa de armas nucleares, satélites e corrida espacial. Ela também se espalhou por conflitos indiretos em vários pontos do planeta, em que EUA e URSS apoiaram lados opostos sem se enfrentarem diretamente. É o famoso jogo de xadrez global: quem controlasse uma região estratégica ganhava força política, militar e ideológica. Nesse cenário, a Ásia virou um dos principais tabuleiros. A Guerra da Coreia e, depois, a Guerra do Vietnã mostram bem isso, porque envolviam a disputa entre capitalismo e socialismo em países divididos ou em processo de unificação. Os EUA atuaram para conter o avanço comunista, enquanto a URSS e aliados apoiavam movimentos e governos socialistas. Por isso, o gabarito é a letra E. O Vietnã do Norte, comunista, defendia a unificação do país sob seu modelo político, e os EUA intervieram para impedir que o Vietnã do Sul fosse incorporado a um regime socialista. Esse conflito foi um dos símbolos mais marcantes da Guerra Fria, com enorme custo humano, militar e político para os dois lados. Se você quiser guardar a ideia principal, pense assim: Guerra Fria não foi guerra declarada entre os dois superpoderes, mas vários conflitos locais com cara de disputa global. O Vietnã é um exemplo clássico disso, e por isso aparece tanto em prova.