A memorização acarretou no alunato o sentimento de que o ensino de história se baseava apenas a essa característica, tornando-se chato e metódico: “saber história era dominar muitas informações, o que, na prática, significava saber de cor a maior quantidade possível de acontecimentos de uma história nacional”. (Bittencourt, 2004, p. 69.) Procura-se garantir o predomínio das aulas com os alunos trabalhando mais, exigindo-se deles um estudo independente, uma construção de respostas e soluções por meio de um conjunto de operações mentais, um intercâmbio de opiniões, uma cultura de debate, o ordenamento e a apresentação de ideias resultantes do raciocínio lógico pessoal. (Granville, 2008, p. 127.) Os fragmentos dos textos anteriormente expostos apresentam recortes sobre maneiras de trabalhar nas aulas de história. Tendo em vista as ideias e o dia a dia da sala de aula, assinale a afirmativa correta.
- A)Cabe ao professor o principal mentor do ensino, a determinação das metodologias e doutrinas a serem aplicadas na sala de aula.
Errada, porque coloca o professor como centro absoluto do processo, contrariando a proposta de ensino mais participativo e crítico.
- B)O protagonismo estudantil, seja na apreensão da história, ou em qualquer área, é um dos principais objetivos da aprendizagem hoje.
Certa, pois valoriza o protagonismo do aluno e a aprendizagem ativa, que é a orientação atual no ensino de História.
- C)A avaliação quantitativa, que deverá preponderar sobre qualquer outra, preconiza a necessidade de se deter o maior número possível de informações.
Errada, porque reduz a avaliação ao aspecto quantitativo e à memorização, o que reforça um modelo ultrapassado de ensino.
- D)Na conjuntura atual de ensino, principalmente na área de ciências humanas e suas tecnologias, a memorização e a observação precisam ser excluídas, pois se tornaram obsoletas.
Errada, porque memorização e observação não devem ser excluídas totalmente, mas usadas de forma crítica e articuladas a outras habilidades.
Gabarito: B
A questão compara dois jeitos bem diferentes de ensinar História. No modelo antigo, o foco ficava na memorização de datas, fatos e nomes, como se aprender história fosse decorar um manual inteiro. Isso até pode ajudar em alguns pontos, mas, sozinho, deixa a aula pesada e pouco significativa. A tendência mais atual, defendida por autores da didática da História, valoriza o aluno como sujeito ativo do aprendizado. Em vez de só repetir conteúdo, ele analisa fontes, levanta hipóteses, debate, compara versões e constrói explicações. É a ideia de transformar a sala de aula em espaço de reflexão, e não apenas de repetição. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela traduz exatamente essa visão contemporânea de ensino: o protagonismo estudantil, a participação ativa e a construção do conhecimento pelo próprio aluno. Isso está em sintonia com a abordagem de competências prevista na educação brasileira, como na BNCC, que reforça a análise, argumentação e pensamento crítico. Em resumo: decorar pode até abrir a porta, mas aprender História de verdade exige interpretar, questionar e relacionar. O aluno deixa de ser um cofre de informações e passa a ser investigador do passado. E isso muda tudo.