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Historia Mundial · CONSULPLAN · 2022

Questão comentada de Historia Mundial

Se nos colocarmos numa perspectiva mais pragmática, cremos que continua a ter algum sentido aceitar a designação de mercantilismo para referenciar um certo período da história e da política econômicas e para descrever a tendência marcante do pensamento econômico desde finais do século XVI até meados do século XVIII. Na verdade, como Mark Blaug põe em relevo, apesar da descoordenação dos esforços intelectuais dos ‘mercantilistas’, apesar das divergências e das polêmicas entre eles – muitas vezes refletindo uma grande diversidade de situações concretas –, é possível encontrar algumas ideias comuns, suscetíveis de dar sentido à designação corrente de mercantilismo. (Disponível em: Microsoft Word – Mercantilismo-mercantilismos.doc.uc.pt.) Sobre esse sistema mercantilista, chamado por alguns historiadores de Capitalismo Mercantil ou Capitalismo Comercial, é correto afirmar que:

Gabarito: D

O mercantilismo foi um conjunto de práticas e ideias econômicas ligadas ao fortalecimento dos Estados modernos entre os séculos XVI e XVIII. Em vez de deixar a economia “solta”, os governos interferiam bastante: controlavam comércio, estimulavam exportações, taxavam importações e buscavam acumular riqueza para a Coroa. Era o famoso casamento entre Estado forte e economia a serviço do poder político. Uma marca importante desse período foi o apoio da monarquia absolutista aos negócios da burguesia. O rei precisava de recursos para guerras, administração e expansão territorial, enquanto os comerciantes ganhavam proteção, privilégios e mercados. Em muitos casos, essa relação funcionava como uma parceria bem pragmática: o Estado dava a regra do jogo e os burgueses movimentavam o comércio. Por isso, a alternativa D está correta. A centralização política liderada pela monarquia realmente favoreceu a expansão dos negócios burgueses, mas sob vigilância e intervenção dos governos absolutistas. Isso combina perfeitamente com o mercantilismo, especialmente com suas práticas de intervenção estatal, colonialismo e controle comercial. É o Estado dizendo: “o mercado até pode crescer, mas quem manda aqui sou eu”. As demais alternativas erram porque tratam o mercantilismo como algo exclusivo de um país ou negam elementos básicos do sistema, como monopólios e protecionismo. Em termos doutrinários, a ideia central é justamente a forte intervenção do Estado na economia, típica do capitalismo comercial, e não a liberdade econômica que só viria muito depois com o liberalismo.

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