O Iluminismo, além de uma filosofia política, foi também um pensamento aplicado à economia, tendo criado importantes escolas econômicas. Assinale, a seguir, as duas escolas econômicas derivadas do pensamento iluminista.
- A)Escola Clássica e Fisiocracia.
Certa: Fisiocracia e Escola Clássica são as duas escolas econômicas diretamente vinculadas ao pensamento iluminista.
- B)Socialismo e Escola Clássica.
Errada: o socialismo é posterior e não nasce como escola econômica iluminista, embora dialogue criticamente com a modernidade.
- C)Liberalismo e Mercantilismo.
Errada: o liberalismo se relaciona ao Iluminismo, mas o mercantilismo é anterior e contradiz os princípios liberais.
- D)Fisiocracia e Modo de Produção Asiático.
Errada: o Modo de Produção Asiático não é uma escola econômica iluminista, e sim uma categoria histórico-analítica de outra tradição.
Gabarito: A
O Iluminismo foi muito mais do que “filosofia de salão com velas bonitas”: ele defendeu a razão, a crítica aos privilégios e a ideia de que a sociedade podia ser organizada de forma mais racional. Na economia, isso se traduziu em duas correntes centrais que nasceram desse clima intelectual: a Fisiocracia e a Escola Clássica. A primeira, associada a Quesnay e Turgot, via a agricultura como base da riqueza e defendia a liberdade econômica. Já a Escola Clássica, ligada a Adam Smith e depois a Ricardo, aprofundou o liberalismo econômico e a confiança nas leis naturais do mercado. Por isso, a alternativa A está correta. Ela reúne justamente as duas escolas econômicas derivadas do pensamento iluminista, ambas marcadas pela rejeição ao forte controle estatal típico do mercantilismo e pela valorização da ordem natural e da liberdade de produção e comércio. As demais alternativas misturam correntes de épocas e naturezas diferentes. Socialismo é posterior ao Iluminismo e nasce no contexto das críticas ao capitalismo industrial. Mercantilismo é anterior e, em regra, representa o oposto do ideário liberal iluminista. Já o chamado Modo de Produção Asiático não é escola econômica iluminista, mas uma categoria histórico-social usada em debates de matriz marxista.