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Historia Mundial · CONSULPLAN · 2022

Questão comentada de Historia Mundial

As fontes históricas, entendidas como os vestígios deixados pelos seres humanos ao longo do tempo e que trazem resquícios de suas práticas particulares e de seu grupo, podem ser trazidas para a sala de aula a partir das tecnologias. Há uma série de arquivos virtuais com seus acervos digitalizados parcialmente e que permitem o contato com fontes oficiais, fotografias ou mesmo dados imigratórios, registros estatísticos, dentre outros. Um exemplo é o arquivo da Biblioteca Nacional, em sua hemeroteca digital [https://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital], que disponibiliza diversos periódicos brasileiros gratuitamente para consulta. [...] (Disponível em: http://www.uel.br/eventos/sepech/sumarios/temas/ ensino_e_historia_o_uso_das_fontes_historicas_como_ferramentas_na_p roducao_de_conhecimento_historico.pdf.) O uso de fontes históricas não é prática totalmente nova na pedagogia das aulas de história. Nos dias atuais, com a tecnologia como elemento facilitador do acesso a essas fontes:

Gabarito: B

Quando a escola leva fontes históricas para a sala de aula, o objetivo não é transformar o aluno em “repetidor de conteúdo”, mas em alguém que percebe como a História é construída. Fontes como jornais, fotos, cartas, estatísticas, registros oficiais e acervos digitais ajudam a mostrar que o passado pode ser observado por vários ângulos, e não como uma verdade pronta e fechada. A tecnologia só facilita o acesso a esse material, mas não muda a lógica central da História: interpretar vestígios, comparar versões e entender contextos. É aí que o gabarito B faz todo sentido. Ao trabalhar com fontes, você entende que o conhecimento histórico é relativo no sentido de ser produzido a partir de escolhas: o historiador seleciona o que analisa, usa um método e confronta fontes. Ou seja, não existem “verdades definitivas” caindo do céu; existe interpretação fundamentada. Isso é bem alinhado com a historiografia contemporânea, especialmente com a ideia de que a História é uma construção crítica baseada em evidências. As alternativas erradas tentam empurrar ideias exageradas. Uma fala em ruptura com a temporalidade, como se usar fontes digitais apagasse o cuidado com o tempo histórico. Outra inventa a necessidade de fonte “isenta de ideologia”, o que é um mito bonito, mas falso: toda fonte tem contexto e toda leitura também. E a última tenta sugerir que, com tecnologia, seria possível estudar toda a história sem recortes, o que é impossível, porque todo estudo histórico precisa de delimitação temática, temporal e espacial. Em termos didáticos, a questão cobra justamente essa virada: sair da ideia de História como coleção de datas e entrar na História como investigação. A tecnologia ajuda muito, claro, mas ela não faz mágica. Quem faz o trabalho pesado é a análise crítica das fontes.

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