O Brasil colonial vivenciou sociedades com diferentes características, como pode ser observado ao se comparar o ambiente da cana-de-açúcar com o da mineração. Na sociedade mineradora, houve o desenvolvimento de uma forte burocracia e controle por parte da Coroa Portuguesa e isto foi mais forte do que em qualquer outro local da colônia. Essa burocracia pode ser evidenciada na existência de vários impostos que recaíam sobre os mineradores. Foram impostos cobrados pela Coroa Portuguesa na sociedade mineradora:
- A)Finta e quinto.
Correta, porque finta e quinto são tributos cobrados pela Coroa Portuguesa na área mineradora.
- B)Quinto e talha.
Errada, porque o quinto era cobrado na mineração, mas a talha se relaciona a outro contexto fiscal, não sendo a dupla clássica da sociedade mineradora.
- C)Dízimo e talha.
Errada, porque o dízimo estava ligado principalmente à economia agrícola e a talha não é o imposto característico cobrado dos mineradores.
- D)Capitação e mão-morta.
Errada, porque a capitação pertence ao sistema minerador, mas mão-morta é uma cobrança ligada a bens e heranças de instituições religiosas, não à mineração.
Gabarito: A
Na sociedade mineradora, a Coroa Portuguesa apertava o cerco porque o ouro era ouro mesmo, sem trocadilho: dava para controlar melhor, fiscalizar mais e cobrar mais impostos. Por isso, a mineração ficou marcada por forte presença do Estado colonial, com cobrança de tributos específicos e fiscalização intensa sobre a produção e a circulação do metal. Entre esses tributos, o mais famoso era o quinto, isto é, 20% de todo o ouro destinado à Coroa. Além dele, houve a finta, que era uma cobrança fixa estipulada para as regiões mineradoras quando a arrecadação não atingia o esperado. Esse conjunto de medidas mostra bem a lógica da exploração colonial: extrair riqueza e garantir o máximo possível para Portugal. É por isso que o gabarito é a letra A. Finta e quinto são impostos ligados diretamente à economia mineradora, exatamente o foco da questão. A banca quer que voce compare a mineração com outros espaços coloniais, como o açúcar, onde a fiscalização também existia, mas não com a mesma intensidade burocrática. Se voce lembrar de uma regra prática, ajuda bastante: mineração colonial quase sempre vem associada a quinto, finta, derrama e capitação. Já dízimo e mão-morta pertencem a outros contextos tributários ou institucionais, e acabam entrando na questão para confundir.