A propósito das novas tecnologias de comunicação e informação no ensino de história, assinale a opção correta.
- A)Deve-se evitar a utilização, nas aulas de história, de filmes e programas televisivos, pois essas são formas de expressão exclusivas da indústria de entretenimento.
Errada, porque filmes e programas televisivos podem ser fontes de análise histórica e também recursos didáticos, desde que usados criticamente.
- B)A tecnologia da informação é contraproducente para o pesquisador de história.
Errada, porque a tecnologia da informação facilita pesquisa, acesso a acervos e cruzamento de fontes, em vez de atrapalhar o pesquisador.
- C)O cinema é contraindicado para a pesquisa histórica e, sobretudo, para a atuação docente em sala de aula.
Errada, porque o cinema pode ser objeto de estudo histórico e um ótimo recurso para trabalhar interpretação, contexto e linguagem em sala.
- D)O estudo do cotidiano nas aulas de história deve ser questionado por enfatizar a atuação de grandes personagens em detrimento de homens e mulheres comuns.
Errada, porque o estudo do cotidiano não deve ser questionado; ele amplia a compreensão histórica ao incluir a experiência de pessoas comuns.
- E)Múltiplas fontes, como filmes, arquivos digitais, livros interativos, são utilizadas pelo historiador para a pesquisa, que não mais se resume à mera análise de textos oficiais.
Certa, porque o historiador trabalha com múltiplas fontes, inclusive digitais e audiovisuais, e a pesquisa histórica vai muito além dos textos oficiais.
Gabarito: E
Nas aulas de História, as novas tecnologias de comunicação e informação ampliaram muito o jeito de pesquisar, ensinar e aprender. Hoje o historiador não fica preso só ao documento oficial, ao papel amarelado do arquivo ou ao texto do governo. Ele também pode trabalhar com filmes, imagens, jornais digitalizados, bases de dados, entrevistas, acervos virtuais e livros interativos, cruzando fontes diferentes para enxergar melhor o passado. Isso faz sentido porque a História não estuda apenas grandes datas e decretos. Ela também investiga práticas sociais, cultura, cotidiano, mentalidades e experiências de pessoas comuns. Nesse cenário, o uso de múltiplas fontes ajuda a construir uma visão mais rica e crítica, em vez de aceitar uma única versão dos fatos. É a lógica da pesquisa histórica contemporânea: confrontar fontes, comparar registros e interpretar contextos. Por isso o gabarito é a letra E. Ela está correta ao afirmar que o historiador utiliza múltiplas fontes e que a pesquisa histórica não se resume mais à mera análise de textos oficiais. Isso dialoga com a renovação da historiografia e com o uso pedagógico de diferentes linguagens, algo muito valorizado no ensino de História. Já imaginar que filme, internet ou material digital atrapalham a História é um erro clássico de prova. Na verdade, essas ferramentas, quando bem usadas, enriquecem a análise e tornam a aula mais viva. O segredo não é fugir da tecnologia, mas saber usá-la com critério histórico.