Considere um motor de indução trifásico com 6 polos, velocidade do rotor de 1170 rpm, alimentado por uma fonte na frequência de 60 Hz. O escorregamento desse motor é:
- A)2,0 %;
Errada, porque 2,0% corresponde a um escorregamento menor do que o calculado pela diferença entre 1200 rpm e 1170 rpm.
- B)2,5 %;
Certa, pois o escorregamento é (1200 - 1170) / 1200 = 0,025, ou 2,5%.
- C)3,0 %;
Errada, porque 3,0% seria resultado de uma diferença maior entre a velocidade síncrona e a do rotor.
- D)3,5 %;
Errada, pois 3,5% superestima o deslizamento do motor em relação aos dados fornecidos.
- E)4,0 %.
Errada, porque 4,0% também fica acima do valor obtido pela fórmula do escorregamento.
Gabarito: B
Em motor de indução, a primeira conta que você faz é a velocidade síncrona: Ns = 120.f/p. Com 60 Hz e 6 polos, temos Ns = 1200 rpm. Isso é a velocidade do campo girante do estator, ou seja, o “ritmo ideal” do sistema. O rotor nunca acompanha exatamente esse ritmo, porque ele precisa de escorregamento para que exista indução de corrente e, portanto, torque. Se o rotor chegasse à mesma velocidade do campo, deixaria de haver variação de fluxo relativa e o motor perderia a capacidade de produzir torque útil. A fórmula do escorregamento é s = (Ns - Nr)/Ns. Aqui: s = (1200 - 1170)/1200 = 30/1200 = 0,025, isto é, 2,5%. Por isso o gabarito é a letra B. É uma questão clássica de máquina de indução: achou a velocidade síncrona, subtraiu a velocidade do rotor e dividiu pelo valor síncrono, matou a questão sem drama.