A seguir são apresentados dois testes realizados com transformador e quatro aspectos a que cada um dos testes se relaciona. I. Teste de curto-circuito. II. Teste de circuito aberto. ( ) Perdas no núcleo. ( ) Rendimento e regulação de tensão. ( ) Perdas no cobre. ( ) Parâmetros do ramo de magnetização. A correlação entre os testes e os aspectos relacionados a eles, considerando a sequência de cima para baixo, está corretamente indicada em:
- A)II – II – I – I;
Errada, porque atribui os aspectos de perdas no núcleo e do ramo de magnetização ao teste de curto-circuito, quando eles pertencem ao teste de circuito aberto.
- B)I – II – I – II;
Errada, porque troca os testes ligados às perdas no núcleo e aos parâmetros de magnetização, invertendo a lógica dos ensaios do transformador.
- C)II – I – II – I;
Errada, porque coloca rendimento e regulação de tensão no teste de circuito aberto, mas esses estudos dependem principalmente dos dados do curto-circuito.
- D)I – II – II – I;
Errada, porque associa as perdas no cobre ao teste de circuito aberto, quando essas perdas são obtidas no teste de curto-circuito.
- E)II – I – I – II.
Certa, pois o teste de circuito aberto fornece perdas no núcleo e parâmetros do ramo de magnetização, enquanto o teste de curto-circuito fornece perdas no cobre e dados para rendimento e regulação.
Gabarito: E
Em transformadores, os dois testes clássicos de laboratório servem para separar o que cada parte do circuito equivalente faz. O teste de circuito aberto, feito com tensão nominal e secundário aberto, revela principalmente as perdas no núcleo, porque a corrente é pequena e as perdas no cobre ficam pouco relevantes. Além disso, ele permite estimar os parâmetros do ramo de magnetização, como a resistência das perdas no ferro e a reatância de magnetização. Já o teste de curto-circuito é feito com tensão baixa, apenas o suficiente para circular corrente nominal. Como a tensão aplicada é pequena, as perdas no núcleo ficam desprezíveis, e o foco passa a ser a resistência equivalente dos enrolamentos, ou seja, as perdas no cobre. Esse ensaio também fornece a impedância série equivalente, essencial para calcular a regulação de tensão e, em conjunto com o ensaio em vazio, o rendimento. Por isso, a associação correta fica assim: perdas no núcleo no teste de circuito aberto, rendimento e regulação de tensão no teste de curto-circuito, perdas no cobre no teste de curto-circuito e parâmetros do ramo de magnetização no teste de circuito aberto. Traduzindo para a sequência da questão: II - I - I - II. Em termos de teoria de máquinas, isso é o arroz com feijão do circuito equivalente do transformador: ensaio em vazio olha o ramo shunt, ensaio de curto olha o ramo série. O gabarito E está correto exatamente por separar essas contribuições de forma clássica e direta.