Uma subestação abaixadora composta de um transformador na configuração delta-estrela de 10√3 MVA apresenta tensão e corrente de curto-circuito na entrada da subestação iguais a 20 kV e 1 kA. As bases adotadas para o setor onde o transformador se encontra são iguais aos seus valores nominais. A reatância do sistema elétrico que alimenta a subestação, é de
- A)0,05 p.u.
Errada, porque 0,05 p.u. implicaria uma corrente de curto muito maior do que 1 kA na base dada.
- B)0,1 p.u.
Errada, pois 0,1 p.u. ainda corresponde a uma reatância menor do que a indicada pelos dados do curto.
- C)0,25 p.u.
Errada, já que 0,25 p.u. levaria a uma corrente de curto de 4 p.u., acima do valor informado.
- D)0,5 p.u.
Certa, porque a corrente de curto é 2 vezes a corrente base, então X = 1/2 = 0,5 p.u.
- E)1,5 p.u.
Errada, pois 1,5 p.u. indicaria um sistema muito menos severo em curto, incompatível com 1 kA no nível de base dado.
Gabarito: D
Em análise de curto-circuito em SEP, a ideia central é transformar tudo para pu, porque aí o sistema fica mais bonitinho do que conta em ampere e quilovolt. Quando a base do trecho é exatamente a nominal do transformador, você pode usar diretamente a corrente de base para comparar com a corrente de curto. Aqui, a potência base do setor é a nominal do transformador: 10√3 MVA, e a tensão base é 20 kV. Então a corrente base vale Ibase = Sbase / (√3·Vbase) = 10√3 / (√3·20) = 0,5 kA. Como a corrente de curto informada é 1 kA, isso significa 2 pu. Em um sistema puramente reativo, a relação é Icc(pu) = 1 / X(pu). Se a corrente de curto é 2 pu, a reatância equivalente do sistema que alimenta a subestação é X = 1/2 = 0,5 p.u. Por isso o gabarito é a alternativa D. O exercício explora exatamente essa conversão de bases e a leitura do curto em pu, um clássico de prova de SEP: se a corrente de curto dobra a corrente base, a impedância/reatância equivalente cai pela metade.