Um circuito elétrico alimenta uma carga pontual de 6,6kVA com uma tensão de 220V. O circuito possui uma queda de tensão de 10V/(A.km). Para que a queda de tensão seja de no máximo 3%, o comprimento do circuito não deve exceder a
- A)5m.
Errada, porque 5 m fica bem abaixo do comprimento máximo calculado, que é 22 m.
- B)16m.
Errada, porque 16 m ainda não corresponde ao limite encontrado pela relação entre corrente, queda de tensão e comprimento.
- C)22m.
Certa, pois a queda máxima de 6,6 V leva a um comprimento de 0,022 km, isto é, 22 m.
- D)28m.
Errada, porque 28 m ultrapassa o comprimento máximo admissível antes de a queda de tensão superar 3%.
- E)33m.
Errada, porque 33 m também excede o limite calculado para manter a queda de tensão dentro de 3%.
Gabarito: C
Nesta questão, a ideia é ligar três peças simples: potência, corrente e queda de tensão. Como a carga é de 6,6 kVA em 220 V, a corrente vale I = S/V = 6600/220 = 30 A. Até aqui, nada de susto: é só aplicar a relação básica de potência aparente. Agora vem a parte da queda de tensão. O enunciado diz que o circuito tem 10 V/(A.km), ou seja, para cada ampere e para cada quilômetro, a queda é de 10 V. Então a queda total fica: ΔV = 10 x I x L(km). Substituindo a corrente, temos ΔV = 10 x 30 x L = 300L. Como a queda máxima permitida é 3% de 220 V, o limite é 0,03 x 220 = 6,6 V. Igualando: 300L = 6,6, daí L = 0,022 km. Convertendo, isso dá 22 m. Por isso o gabarito é a alternativa C. A conta é direta, mas a banca costuma esconder isso em unidades e em porcentagem para testar se você percebe que 3% de 220 V não é 3 V, é 6,6 V.