Os aterramentos em instalações elétricas devem seguir um dos sistemas de aterramentos permitidos pela norma que regula os projetos de instalações elétricas. O sistema de aterramento TT possui, entre outras, a seguinte característica:
- A)propiciar elevada corrente de curto circuito por contato indireto.
Errada, porque no sistema TT a corrente de falta ao contato indireto não é necessariamente elevada; em geral, ela é limitada pela impedância do circuito de terra.
- B)permitir a proteção contra choques elétricos ao usuário por meio de disjuntores somente
Errada, porque a proteção em TT não se faz com disjuntores somente, sendo comum e importante o uso de dispositivo diferencial residual.
- C)ter o aterramento das cargas em um ponto diferente do aterramento da fonte.
Certa, porque no esquema TT o aterramento das massas da instalação é feito em eletrodo próprio, separado do aterramento da fonte.
- D)necessitar de dispositivo supervisor de isolamento.
Errada, porque dispositivo supervisor de isolamento é característica associada ao sistema IT, não ao TT.
- E)propiciar baixa tensão de contato indireto ao usuário.
Errada, porque a baixa tensão de contato indireto é um efeito buscado na proteção, mas não caracteriza por si só o sistema TT.
Gabarito: C
O sistema de aterramento TT é aquele em que a instalação do consumidor tem um aterramento próprio, separado do aterramento da fonte de alimentação. Em outras palavras, a carcaça dos equipamentos do usuário vai para uma haste ou malha de terra da instalação, e não para o mesmo eletrodo ligado ao neutro da concessionária. Isso é clássico em provas: em TT, os aterramentos da fonte e das cargas não são o mesmo ponto. A grande ideia aqui é a segurança por meio da limitação das tensões de contato, normalmente com uso de dispositivos diferenciais residuais (DR), porque a corrente de falta pode não ser alta o suficiente para fazer o disjuntor desarmar rapidamente. A norma ABNT NBR 5410 trata dos esquemas de aterramento TT, TN e IT, e o raciocínio cobrado costuma ser bem direto: se a fonte e a massa da instalação não compartilham o mesmo aterramento, você está diante de TT. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela descreve exatamente essa característica: o aterramento das cargas em um ponto diferente do aterramento da fonte. O resto das alternativas tenta misturar conceitos de proteção contra choque, curto-circuito e isolamento, mas TT não é esquema de corrente de curto elevada, nem depende de disjuntor sozinho, nem pede supervisor de isolamento como regra geral. Em resumo, pense assim: TT é terra separado, e a proteção costuma depender de DR para garantir desligamento em falha à massa. Se a banca quiser simplificar, ela vai perguntar justamente se o aterramento do consumidor é independente do aterramento da fonte. Se sim, matou a questão.