Um equipamento possui uma impedância de 500Ω e uma reatância indutiva de 300Ω. Ao ser alimentado por uma fonte senoidal, esse equipamento solicita uma potência de 4kW. A potência aparente desse equipamento é
- A)8,0kVA.
Errada, porque 8,0 kVA implicaria fator de potência muito menor, o que não bate com os dados de impedância e reatância.
- B)7,5kVA.
Errada, pois 7,5 kVA ainda superestima a potência aparente para um fator de potência de 0,8.
- C)6,0kVA.
Errada, porque 6,0 kVA não corresponde à relação P = S·cosφ com os valores do enunciado.
- D)5,0kVA.
Certa, pois com cosφ = 0,8 a potência aparente fica S = 4/0,8 = 5,0 kVA.
- E)4,8kVA.
Errada, pois 4,8 kVA ficaria abaixo da potência ativa de 4 kW, o que não faz sentido nesse contexto.
Gabarito: D
Em circuitos de CA, a potência ativa (P) é a parte que realmente vira trabalho ou calor, enquanto a potência aparente (S) é a "potência total" pedida da fonte. A relação clássica é P = S·cosφ, em que cosφ é o fator de potência. Ou seja: se você sabe a potência ativa e consegue achar o fator de potência, sai da armadilha com calma. Aqui, a impedância total é 500Ω e a reatância indutiva é 300Ω. Como o módulo da impedância vale Z = 500Ω e X_L = 300Ω, a parte resistiva é R = \sqrt{Z^2 - X_L^2} = \sqrt{500^2 - 300^2} = 400Ω. Então o fator de potência é cosφ = R/Z = 400/500 = 0,8. Agora fica simples: S = P/cosφ = 4 kW / 0,8 = 5 kVA. Em prova, a banca adora trocar o foco entre potência ativa, reativa e aparente para ver se voce usa a relação certa e não sai chutando unidade no escuro. Logo, o gabarito correto é a alternativa D, porque a potência aparente desse equipamento é 5,0 kVA.