Uma subestação possui um transformador de 400√3kVA com tensão primária na sua alimentação de 16kV. Dados: – Corrente primária dos TC’s disponíveis: 25A, 30A e 35A. – Corrente máxima no secundário dos TC’s: 5A. Assim, o transformador de corrente do relé de proteção deverá ter uma relação de
- A)2,5 por 1.
Errada, porque 2,5:1 não corresponde à relação obtida a partir da corrente nominal do transformador e do secundário de 5 A.
- B)3,0 por 1.
Errada, pois 3,0:1 não bate com a corrente primária calculada de 25 A nem com o padrão de 5 A no secundário.
- C)4,5 por 1.
Errada, já que 4,5:1 seria uma relação intermediária sem fundamento no cálculo do circuito.
- D)5,0 por 1.
Certa, porque a corrente primária é 25 A e, com secundário de 5 A, a relação do TC fica 25/5 = 5:1.
- E)6,0 por 1.
Errada, pois 6,0:1 exigiria uma corrente primária maior do que a calculada para esse transformador.
Gabarito: D
Quando voce calcula a relação do TC, a ideia é bem direta: pegar a corrente nominal do circuito e adaptar para o secundário padrão do instrumento, que aqui é 5 A. Em sistemas trifásicos, a corrente do primário do transformador é dada por I = S / (sqrt(3) x V). Como a potência é 400sqrt(3) kVA e a tensão é 16 kV, a conta fica 400 / 16 = 25 A. Ou seja, a corrente primária nominal da subestação é 25 A. Como o secundário do TC deve ser de 5 A, a relação do TC fica 25/5 = 5 por 1. Simples, elegante e muito cobrando em prova: descobrir a corrente nominal e depois dividir pela corrente secundária padrão. Logo, o gabarito D está correto porque o TC deve ser 25 A no primário e 5 A no secundário, resultando em relação 5:1. Em proteção, essa padronização é comum para alimentar relés com correntes compatíveis e facilitar a medição e atuação dos equipamentos.