Um circuito elétrico composto por um resistor de 4Ω em série com uma reatância de 3Ω, solicita uma potência aparente de 1750VA. A potência ativa solicitada é de
- A)1750W.
Errada, porque 1750 W seria o caso de fator de potencia igual a 1, o que nao acontece com reatancia no circuito.
- B)1400W.
Certa, pois com Z = 5 ohms o fator de potencia e 0,8 e entao P = 1750 x 0,8 = 1400 W.
- C)1050W.
Errada, porque 1050 W nao corresponde ao produto da potencia aparente pelo fator de potencia correto.
- D)1000W.
Errada, pois 1000 W nao resulta da relacao entre resistencia, reatancia e potencia aparente do circuito.
- E)950W.
Errada, porque 950 W subestima a potencia ativa; o fator de potencia calculado nao leva a esse valor.
Gabarito: B
Em circuitos CA em serie com resistor e reatancia, a potencia aparente S nao e igual a potencia ativa P quando existe parte reativa no circuito. O caminho certo e achar a impedancia total: Z = sqrt(R^2 + X^2). Aqui, com R = 4 ohms e X = 3 ohms, voce tem Z = 5 ohms, formando o famoso triângulo 3-4-5, daqueles que resolvem a vida de quem gosta de conta rapida. Com isso, o fator de potencia fica cos(phi) = R/Z = 4/5 = 0,8. Como a potencia ativa vale P = S x cos(phi), basta aplicar: P = 1750 x 0,8 = 1400 W. Ou seja, a reatancia reduz a parcela realmente convertida em trabalho ou calor no resistor. O ponto central e este: potencia aparente mede a "capacidade total" do circuito em VA, enquanto potencia ativa e a parte efetivamente consumida em W. Em circuito puramente resistivo, as duas coincidem; quando ha reatancia, a aparencia cresce, mas a parte util cai na proporcao do fator de potencia. Por isso o gabarito B esta correto. A relacao entre S, P e o fator de potencia e a base classica de circuitos em CA, sem precisar de nenhum malabarismo extra: primeiro acha-se Z, depois o cos(phi), e por fim a potencia ativa.