Um equipamento possui reatância de 0,2 p.u. e seus valores nominais de potência e tensão 10 MVA e 500 kV. Os valores de base no setor onde esse equipamento se encontra são 20 MVA e 250 kV. O novo valor de sua reatância é:
- A)0,05 p.u.
Errada, porque a mudança de base aumenta a reatância, não a reduz para 0,05 p.u.
- B)0,10 p.u.
Errada, pois esse valor ignora o efeito combinado da nova base de potência e da nova base de tensão.
- C)0,40 p.u.
Errada, já que ainda fica abaixo do valor obtido ao aplicar corretamente a fórmula de mudança de base.
- D)0,80 p.u.
Errada, porque também não incorpora corretamente o fator de tensão ao quadrado.
- E)1,60 p.u.
Certa, pois a conversão por mudança de base resulta em 1,6 p.u.
Gabarito: E
Em sistema por unidade, a grande sacada é que a mesma reatância em ohms pode ganhar outro valor em p.u. quando você troca as bases de potência e tensão. Por isso, em problemas de mudança de base, voce não deve olhar só para a reatância antiga e fazer conta de cabeça: é preciso aplicar a fórmula de conversão corretamente. A relação usada é: Xnovo = Xantigo x (Sbase nova / Sbase antiga) x (Vbase antiga / Vbase nova)^2. Isso acontece porque a base de impedância depende de V^2/S. Então, se a tensão base cai e a potência base sobe, a impedância base muda bastante, e a reatância em p.u. pode aumentar de forma bem significativa. Aqui, a reatância original é 0,2 p.u., com base do equipamento de 10 MVA e 500 kV. No novo setor, a base passa para 20 MVA e 250 kV. Substituindo: 0,2 x (20/10) x (500/250)^2 = 0,2 x 2 x 4 = 1,6 p.u. Logo, o gabarito correto é a alternativa E. Esse tipo de questão é clássico em análise de sistemas elétricos, e a regra de mudança de base em p.u. é um resultado padrão de teoria de circuitos e sistemas de potência, usado amplamente em livros de referência como Stevenson e Grainger & Stevenson.