Um equipamento elétrico de 5.000 VA e 100 V é alimentado através de um circuito terminal de 15 m de comprimento. O condutor utilizado nesse circuito possui 15 V/(A.km) de queda de tensão unitária. A queda de tensão no circuito é de:
- A)5,63 %;
Errada, porque 5,63% corresponderia a uma queda menor do que a obtida com os dados fornecidos.
- B)11,25 %;
Certa, pois a corrente é 50 A, a queda é 11,25 V e isso representa 11,25% de 100 V.
- C)22,50 %;
Errada, porque 22,50% dobraria indevidamente a queda encontrada no circuito.
- D)25,25 %;
Errada, pois 25,25% não decorre da aplicação da queda unitária ao comprimento e à corrente dados.
- E)31,50 %.
Errada, porque 31,50% está muito acima do valor calculado pela relação entre corrente, comprimento e queda unitária.
Gabarito: B
Em instalações elétricas, a queda de tensão é calculada multiplicando a corrente do circuito pelo comprimento do trecho e pela queda unitária do condutor. Aqui, primeiro você acha a corrente do equipamento: 5.000 VA em 100 V dá 50 A. Isso já resolve metade da questão sem drama. Depois, converte o comprimento para km: 15 m = 0,015 km. Como a queda unitária é 15 V/(A.km), basta aplicar a conta direta: 15 x 50 x 0,015 = 11,25 V. Como o enunciado pede a queda de tensão em porcentagem, você compara esse valor com a tensão nominal do circuito: 11,25 / 100 x 100 = 11,25%. Ou seja, a resposta é a alternativa B. Esse tipo de conta é muito comum em instalações e conversa com o critério normativo de limitar a queda de tensão em projeto, como tratado na NBR 5410. A banca costuma testar se você sabe transformar os dados do enunciado em corrente, comprimento e porcentagem sem misturar unidade.