Uma máquina de indução trifásica com frequência do rotor de 1365rpm, escorregamento de 0,025, alimentada por uma fonte trifásica senoidal de 70Hz, deve ter
- A)4 polos.
Errada, porque 4 polos em 70 Hz daria uma velocidade síncrona muito maior que 1400 rpm.
- B)6 polos.
Certa, pois com Nr = 1365 rpm e s = 0,025 resulta Ns = 1400 rpm, e pela fórmula Ns = 120f/P chega-se a P = 6.
- C)8 polos.
Errada, porque 8 polos em 70 Hz levaria a uma velocidade síncrona abaixo de 1400 rpm.
- D)10 polos.
Errada, pois 10 polos deixariam a velocidade síncrona ainda menor, incompatível com os dados do rotor.
- E)12 polos.
Errada, porque 12 polos reduziria demais a velocidade síncrona para o valor informado.
Gabarito: B
Em máquina de indução trifásica, a ideia-chave é ligar a velocidade do rotor, o escorregamento e a velocidade síncrona. A fórmula é bem conhecida: s = (Ns - Nr) / Ns, em que Ns é a velocidade síncrona e Nr é a velocidade do rotor. Quando a questão dá o escorregamento e a rotação do rotor, você consegue achar Ns rapidinho. Aqui, o rotor gira a 1365 rpm e o escorregamento é 0,025. Então, 1365 = Ns x (1 - 0,025), isto é, Ns = 1365 / 0,975 = 1400 rpm. Pronto, a máquina está bem perto de 1400 rpm, o que já acende a luz de que não é uma máquina de 4 ou 8 polos nessa frequência. Agora entra a relação da velocidade síncrona: Ns = 120f / P. Como a frequência da rede é 70 Hz, temos 1400 = 120 x 70 / P. Fazendo a conta, P = 6. Ou seja, o motor deve ter 6 polos, exatamente a alternativa B. Em provas, a banca gosta dessa combinação de duas fórmulas simples: uma para o escorregamento e outra para o número de polos. Se você organizar os dados com calma, a conta sai limpa e sem susto.