O rotor de um motor de indução que opera na frequência de 50 Hz possui rotação de 1470 rpm. Sabendo-se que o seu escorregamento é de 2%, o número de polos desse motor é:
- A)2;
Errada, porque 2 polos em 50 Hz dariam velocidade síncrona muito maior, incompatível com o rotor em 1470 rpm.
- B)4;
Certa, pois com 2% de escorregamento a velocidade síncrona é 1500 rpm, o que em 50 Hz corresponde a 4 polos.
- C)6;
Errada, pois 6 polos em 50 Hz levariam a uma velocidade síncrona menor, perto de 1000 rpm, não 1500 rpm.
- D)8;
Errada, porque 8 polos em 50 Hz resultariam em velocidade síncrona ainda mais baixa, longe da rotação informada.
- E)10.
Errada, pois 10 polos em 50 Hz dariam velocidade síncrona muito menor, incompatível com o escorregamento dado.
Gabarito: B
Em motor de indução, a velocidade do rotor nunca chega exatamente à velocidade síncrona. Essa diferença existe por causa do escorregamento, que é justamente a folga entre o campo girante do estator e a rotação do rotor. Em prova, a receita é sempre essa: achar a velocidade síncrona a partir do escorregamento e depois usar a fórmula dos polos. A relação básica é s = (Ns - Nr) / Ns. Como o rotor gira a 1470 rpm e o escorregamento é 2%, então Nr representa 98% de Ns. Fazendo a conta, Ns = 1470 / 0,98 = 1500 rpm. Agora entra a fórmula clássica da máquina de indução: Ns = 120 f / p. Com frequência de 50 Hz, fica 1500 = 120 x 50 / p. Isolando p, temos p = 4. Portanto, o motor tem 4 polos. Repare que esse resultado bate com a velocidade síncrona típica de 1500 rpm em 50 Hz para máquina de 4 polos, um clássico de concurso. Se você decorar essa dupla, escorregamento e velocidade síncrona, a questão fica quase automática. A banca gosta muito de misturar um dado de rotação do rotor com um percentual de escorregamento para ver se você lembra que o rotor opera abaixo da síncrona.